Senador Armando Monteiro é nomeado ministro do Desenvolvimento

Por iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Indicação dá sequência à montagem do 1º escalão do governo; ele terá a tarefa de melhorar relação com empresários

Divulgação
O senador Armando Monteiro (PTB-PE) é escolhido como novo ministro do Desenvolvimento

A presidente Dilma Rousseff anunciou a indicação do senador Armando Monteiro (PTB-PE) para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, hoje sob comando de Mauro Borges.

Leia também: Barbosa e Levy trabalharão ao lado de Dilma no 3º andar do Planalto

Joaquim Levy assume a Fazenda e Nelson Barbosa vai para o Planejamento

Ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria, Monteiro é tido como uma aposta do Planalto para melhorar a relação com setores estratégicos do empresariado, principalmente diante do impacto das medidas que devem ser tomadas pela nova equipe econômica para reduzir o aperto fiscal.

A nota oficial, Dilma agradeceu “a dedicação e lealdade” de Mauro Borges e confirmou que, assim como fez com as demais pastas cujos novos titulares foram definidos, ficará no governo até que seja concluído o processo de transição.

Conheça a história do novo ministro do Desenvolvimento

Ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) chega ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior com a experiência de ter comandado a principal entidade empresarial do País e de dois mandatos como deputado e um como senador, que ainda exerce.

Também leva o PTB, partido que não estava na aliança que reelegeu a presidente Dilma Rousseff em outubro, e assume o posto depois de sofrer uma grande virada e ser derrotado, ainda no primeiro turno, em sua tentativa de tornar-se governador de Pernambuco.

Monteiro, de 62 anos, foi presidente da CNI de 2002 até 2010 e sua chegada à Esplanada dos Ministérios pode sinalizar a intenção de Dilma de ter uma maior interlocução com o empresariado em seu segundo mandato, especialmente num cenário de fragilidade da atividade industrial.

“A minha vivência de todo o trabalho que fizemos juntos de vários temas extremamente complexos, seja da CNI ou mesmo do Congresso, do Senado, ele escuta, analisa e consegue conceituar de alguma forma objetiva, simples, que faz com que os temas tenham resoluções extremamente construtivas”, disse o presidente da Gerdau, Jorge Gerdau, em depoimento gravado para a campanha de Monteiro ao governo pernambucano.

Além do comando da CNI, Monteiro também dirigiu a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco e, formando em Administração de Empresas e Direito, é filiado ao PTB desde 2003.

Filho de Armando Monteiro Filho, ministro da Agricultura do ex-presidente João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964 que deu início a 21 anos de regime militar, Monteiro disputou a eleição para governador de Pernambuco neste ano com o apoio do PT.

Liderou as pesquisas de intenção de voto por boa parte da campanha, inclusive com os levantamentos apontando vitória no primeiro turno.

Foi, no entanto, atropelado por Paulo Câmara (PSB) que, empurrado pela boa avaliação do governo de Eduardo Campos, pela comoção provocado pelo trágico falecimento do ex-governador em um acidente aéreo quando fazia campanha à Presidência e pelo apoio maciço da família Campos à sua candidatura, venceu a disputa já no primeiro turno. Câmara obteve 68 por cento dos votos válidos, contra 31 por cento de Monteiro.

Derrotado nas urnas, Monteiro vai agora para o Ministério do Desenvolvimento. Ele chega à pasta como possível segunda opção de Dilma. O mais cotado para assumir era o empresário Josué Gomes da Silva, candidato derrotado ao Senado por Minas Gerais e filho do falecido ex-vice-presidente José Alencar.

* Com informações da Reuters


Leia tudo sobre: MinistérioDilma RousseffArmando Monteiro

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas