Governistas se reúnem para enfrentar Cunha

Por Brasil Econômico |

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Petistas e outros partidos da base de Dilma buscam uma alternativa viável para enfrentar o líder do PMDB, Eduardo Cunha, na disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados

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Sem a participação do PMDB, os demais partidos governistas devem se reunir no começo da próxima semana para escolher um candidato à Presidência da Câmara dos Deputados. Segundo a líder do PCdoB, Jandira Feghali (RJ), a prioridade é alguém com força para derrotar o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que já se colocou na disputa pela cadeira.

Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
O líder do PMDB, Eduardo Cunha

O partido tem a segunda maior bancada, e o parlamentar fluminense conta com apoios de outros partidos, inclusive de oposição à presidenta Dilma Rousseff (PT). O grupo governista não trabalha com a ideia de fazer um acordo com o peemedebista. Até por ser o maior partido da Câmara, o mais natural será que o nome seja do PT. Mas os petistas podem abrir mão se surgir um nome governista com mais condições de vitória.

A líder do PCdoB afirma que seu partido está próximo de formar um bloco ao lado do Pros e do PDT para a próxima legislatura. Juntos, os três somarão a partir de janeiro 40 deputados federais. A expectativa é que, com a atração de partidos menores, o bloco chegue a 50 parlamentares. É o mesmo tamanho do grupo que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, sonha em formar dentro da Casa. Seu partido sozinho elegeu 37 representantes. O maior trunfo de Kassab é o PL, que está ajudando a criar e pode atrair deputados sem o risco de eles perderem o mandato. Ambos devem fazer parte da base governista, assim como o PT e o próprio PMDB. O PSB confirmou ontem que deve se manter independente em relação ao governo. Com 34 parlamentares eleitos, o partido também tenta formar um bloco, assim como o PSDB trabalha para capitanear a oposição.

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FHC: Delfim influiu em cassação

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que a opinião do ex-ministro Delfim Netto foi fundamental para a cassação do mandato do ex-governador Mario Covas durante a ditadura militar. A afirmação se baseia na transcrição de anotações taquigráficas de uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, com o general Costa e Silva. Delfim teria defendido, na ocasião, que Covas perdesse os direitos políticos por ser “socialista”.

Irmão de ministro do STF é denunciado

Irmão do ministro do STF Dias Tóffoli, o ex-prefeito de Marília (SP) José Ticiano (PT) foi denunciado pelo Ministério Público Federal por uso irregular de verbas federais. Ele e seu antecessor são acusados de utilizar em outras áreas recursos da União repassados para investimentos em saúde e educação. Ele é acusado de movimentar irregularmente R$ 28,8 milhões nos dez meses em que ocupou o cargo. Ticiano chegou a ter os bens bloqueados durante as investigações.

Bloco na Assembleia de São Paulo enfraquece o PT

Um novo bloco criado na Assembleia de São Paulo, com quatro partidos alinhados ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), deve enfraquecer o PT, tornando-se a segunda força na Casa. O bloco que une o PV, PSB, PR e PPS tem 15 deputados e contará com 18 na próxima legislatura. Ficará atrás apenas do PSDB, com 22 (agora e no novo mandato). A atual bancada do PT também tem 22 parlamentares, mas será reduzida a 14, em 2015. Entre os deputados do novo bloco, estão ex-secretários de Alckmin, como Davi Zaia, do PPS (Trabalho), e Edson Giriboni, do PV (Saneamento). O PT terá de criar outro bloco para não perder a 1ª. secretaria da Mesa.

Ajuda do Psol

Para continuar sendo a segunda força na Assembleia paulista, o PT terá de se aliar ao PCdoB, com dois deputados, e tentar convencer o Psol, também com dois parlamentares no próximo exercício, a se unir ao bloco. O Psol, no entanto, não costuma participar de composições para a Mesa.

“Dilma disse que a partir de agora será um ponto alto do seu governo um diálogo permanente, orgânico e contínuo com os movimentos sociais e com a sociedade em geral” – Leonardo Boff, teólogo, sobre a conversa que ele e Frei Betto tiveram com a presidenta reeleita. 

*Com Leonardo Fuhrmann

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