PDT quer atrair nanicos para a base governista

Por Brasil Econômico |

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O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, é um dos líderes partidários que trabalha para formar um bloco de apoio ao próximo governo e tenta atrair partidos como o PTC e o PTN

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O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, negocia a formação de um bloco no Congresso de apoio ao próximo governo Dilma. Para isso, está trabalhando para atrair partidos menores, como o PTC e o PTN. Na próxima legislatura, o PDT terá 19 deputados. O PTC elegeu quatro e o PTN, dois. 

No meio das conversas, Lupi atraiu para o PDT o prefeito de São Luís (MA), Edvaldo Júnior, então filiado ao PTC. Por ser um bloco governista, o grupo espera atrair também alguns partidos médios, como o PCdoB, que terá 10 deputados, e o Pros, com 11.

Os dois partidos também já anunciaram a disposição de dar sustentação ao governo da petista. O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), disputa com Lupi o papel de organizador de um bloco governista mais à esquerda.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, também articula a formação de um bloco pró-Dilma, mas com partidos conservadores. Com 37 deputados federais eleitos, o PSD inicia o mandato como a quarta maior força da Câmara, mas já organiza a criação de um novo partido para aumentar a sua força. 

Ao todo, 28 legendas conseguiram eleger representantes. Por isso, a formação de blocos é fundamental para garantir espaço aos partidos na Casa, como a participação em comissões e o acesso à estrutura de liderança.

Apenas os três maiores partidos (PT, PMDB e PSDB, respectivamente) contam com mais de 10% cada um do número total de parlamentares. 

Além dos agrupamentos governistas, o PSB anunciou a intenção de unir parlamentares com perfil mais independente, enquanto o PSDB tenta organizar uma atuação conjunta da oposição.

Bancada do Cunha

Há controvérsia sobre informações de que o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ) tem ascendência sobre 50 deputados. Um petista garante que Cunha comanda uma bancada com cerca de 100 deputados, do PMDB, PR e PTB, para os quais consegue ajuda em campanhas.

Vereadores de SP pressionam Haddad

Se o prefeito paulistano Fernando Haddad pode comemorar ontem uma vitória na Justiça - o Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou a liminar que impedia o aumento progressivo do IPTU na cidade -, a oposição na Câmara Municipal não lhe deu trégua novamente.

Reviravolta: Tribunal de Justiça de SP autoriza reajuste de IPTU em São Paulo

Mais uma vez não houve quórum para as sessões e a votação de projetos prioritários segue parada. Os vetos a alguns pontos do Plano Diretor aprovado pelo Legislativo e a falta de liberação de verbas de emendas ainda causam desgastes dentro da base governista, que não tem marcado presença no plenário.

Segundo petistas, os descontentes se concentram no PSD e PMDB.

Eunício evitou soco em Renan

Foi graças ao líder peemedebista no Senado, Eunício Oliveira (CE), que o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), se livrou ontem de levar um soco do líder do DEM, Mendonça Filho (PE), durante reunião de deputados e senadores para discutir o projeto da manobra fiscal.

Briga: Com dedo na cara, deputado chama Renan Calheiros de "vergonha"

O gesto estava para ser consumado quando Eunício puxou pelo braço o deputado exaltado e entoou o "deixa disso". Após o episódio, Renan comentou, aliviado: “Ainda bem que foi-se o tempo em que parlamentar entrava armado no Congresso”.

Pimentel: demora e falta de informação

O governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, reclamou das dificuldades criadas para os representantes do PT na equipe de transição obterem informações precisas sobre a situação atual do governo.

Para ele, deveria haver mais rapidez e transparência. As 12 reuniões realizadas até agora não resultaram na apresentação de dados suficientes, segundo o petista. A reunião com a equipe da Fazenda só acontecerá amanhã.

"As pessoas não entendem que, no processo legislativo, a maioria sempre se manifesta. Mas ela só pode se manifestar se existir" - Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Congresso, sobre a falta de quórum para votar de temas de interesse do governo

*Com Leonardo Fuhrmann

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