Espaço do PMDB no governo será definido só em dezembro, diz Temer

Por Luciana Lima - iG Brasília |

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Vice-presidente reclamou ainda da associação entre o PMDB e o lobista Fernando Baiano, suspeito na operação Lava-Jato

O vice-presidente, Michel Temer, disse, nesta segunda-feira (24), que o espaço dado ao PMDB no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) só será definido no mesmo que vem. Ele afirmou ter conversado com a presidente sobre o assunto na última quinta-feira (20). 

Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Michel Temer disse ter conversado com a presidente Dilma Rousseff na semana passada

“Deixamos tudo para o começo de dezembro. Eu acho que até 15, 16 ou 17 de dezembro”, disse o vice. Ele também elogiou as intenções da presidente de colocar na pasta da Agricultura, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), recém filiada ao partido e ligada ao agronegócio.

“Ela é sempre um bom nome no Senado, não á a menor dúvida”, disse Temer, que tem trabalhado para apaziguar os peemedebistas de Minas Gerais, ligados ao ex-ministro, Antônio Andrade, que gostariam de manter o controle da pasta.

A presidente Dilma deve anunciar ainda nesta semana pelo menos cinco ministros, três deles da equipe econômica. A expectativa é que Dilma nomeie para o Ministério da Fazenda, o economista Joaquim Levy, executivo do Bradesco, ex-secretário do Tesouro Nacional durante o governo Lula.

Além dele, Nelson Barbosa, ex-secretário executivo da Fazenda, deve ser anunciado para comandar do Ministério do Planejamento. Já o atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, deve ser mantido no cargo.

Além de Kátia Abreu para a Agricultura, Dilma também pode anunciar o senador Armando Monteiro (PRB-PE) para o comando do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Escândalo da Petrobrás

Ao falar sobre as investigações da CPI da Petrobras, Temer disse que pedirá, por meio de nota, que lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, não seja mais chamado de “operador do PMDB”. Baiano está preso devido à suspeita de ter envolvimento no esquema de corrupção investigado pela operação Lava-Jato, da Polícia Federal. A investigação aponta um esquema de corrupção instalado na Petrobras.

“Eu já pensei em lançar uma nota que não diga mais que operador do PMDB. Não tem nada a ver institucionalmente com o PMDB. Segundo ponto, o próprio Fernando Baiano e esse advogado dele disseram que o PMDB não tem nada a ver com isso. Entretanto, insiste-se em colocar operador do PMDB e não é operador nenhum do PMDB”, reclamou Temer.

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