PCdoB se apoia na Copa para manter Aldo Rebelo em Ministério

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Aliado mais fiel do PT, partido usa bons resultados da organização do Mundial e necessidade de manter planejamento na Olimpíada para manter no comando do Esporte o deputado, que optou por não disputar reeleição

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Integrante fiel da base governista, o PCdoB pretende manter o Ministério dos Esportes no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT). O partido se apoia na boa organização da Copa do Mundo, que surpreendeu os críticos, para continuar com o cargo. O partido considera uma temeridade mudar agora, pois o Rio será sede dos Jogos Olímpicos em 2016 e existem diversas ações em andamento para garantir o sucesso das competições. Por isso mesmo, defende também a continuidade de Aldo Rebelo no comando da Pasta. Depois de seis mandatos na Câmara dos Deputados, o ministro decidiu não concorrer à reeleição para ficar no primeiro governo Dilma até o final. Por isso, seus colegas de partido consideram justa a sua permanência. O desafio passa também por convencê-lo a ficar.

Pilar Olivares/Reuters
Ministro Aldo Rebelo, ao centro, com representantes da Fifa e do COL na Copa no Brasil

Aos 58 anos, Aldo já anunciou a seus colegas planos para depois da política, como escrever um livro. É cogitado também para um grupo de notáveis coordenado pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo em seu time do coração, o Palmeiras. Mas a expectativa no PCdoB é que ele adie por mais um tempo esses projetos. No meio da reforma ministerial há muita gente de olho no Esporte. No Rio, aliados do prefeito Eduardo Paes (PMDB) e do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) usam o Rio-2016 para argumentar que é o momento de ter um carioca à frente da Pasta. O PDT, que controla o Ministério do Trabalho desde 2007 (no começo do segundo governo Lula), está disposto a mudar de área e defende um revezamento dos ministérios entre os aliados. Independentemente da vontade de Dilma, a ideia sofre resistências em outros partidos.

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Deputado diz que não pretende cargo
Citado como um possível nome para o Ministério do Esporte, o deputado da “bancada da bola” Vicente Cândido (PT-SP) - sócio num escritório de advocacia de Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF -,diz não pretender o cargo. “Não estou em busca, nem sou candidato”.

Extinção de ministério é polêmica
Políticos e especialistas reagiram de maneiras opostas diante da possibilidade de o governo extinguir o Ministério da Ciência e Tecnologia. Um petista do setor disse não ter ouvido nada a respeito, mas considerou a ideia positiva. “Pode ser bom, dependendo da maneira como seria feita, já que muita coisa precisa mudar”, afirmou. A intenção seria transformar a pasta numa secretaria do Ministério da Educação. Dois outros governistas disseram não acreditar na extinção, por ser um setor estratégico. Para eles, o discurso da presidenta Dilma Rousseff durante a campanha reforçava a necessidade de mais investimentos na área.

Roseana não deve passar a faixa
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), não deverá passar a faixa para o seu sucessor, Flávio Dino (PCdoB). Quando o primeiro governador eleito pelo PCdoB no País assumir o cargo, Roseana estará nos Estados Unidos, segundo políticos próximos. Em uma entrevista, em agosto, Roseana havia garantido que passaria a faixa para Dino, caso fosse ele o eleito. “Naturalmente. Não tenho receio dessas coisas. Ando de cabeça erguida”, afirmou naquele momento.

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Livro trata de dupla tributação
O tributarista gaúcho Fabio Brun Goldschmidt lança hoje, em São Paulo, o livro “Teoria da Proibição de Bis In Idem no Direito Tributário e no Sancionador Tributário”. A obra, com prefácio do ministro do STF Teori Zavascki, é a tese de doutorado do autor em Direitos e Garantias do Contribuinte pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Goldschmidt é membro titular do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda.

"Isso é um rastilho de pólvora. Quando um começa a falar, o outro diz: 'Vai sobrar só pra mim?'. E aí eles começam a falar mesmo"
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, sobre interesse de executivos e presidentes de empreiteiras presos de buscarem a delação premiada, para diminuir penas

*Com Leonardo Fuhrmann

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