Candidato derrota na disputa presidencial participa de evento do PSDB em São Paulo e anuncia ação no STF para manter metas de superávit primário

O senador mineiro e candidato derrotado na eleição presidencial Aécio Neves declarou nesta sexta-feira (14) em São Paulo que o Brasil "não pode virar a casa da mãe Joana". Ele se referia a ofensiva do governo Dilma Rousseff (PT) que visa alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) extinguindo a obrigação de manutenção de índices de superávit primário.

Tucano Aécio Neves foi recebido nesta sexta por dirigentes do PSDB paulista
Divulgação
Tucano Aécio Neves foi recebido nesta sexta por dirigentes do PSDB paulista

O tucano anunciou ainda que o PSDB ira protocolar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a ofensiva do Executivo.

"O Brasil não pode virar a casa da mãe Joana onde o governo acha que com sua maioria faz o que quer no Congresso Nacional. Quero aqui apelar à responsabilidade, inclusive, de setores da base do governo no Congresso Nacional que tem noção da gravidade do que o governo está tentando", apelou em discurso.

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Ainda segundo Aécio, se o Congresso permitir a mudança na LDO vai sair desmoralizado. "Se existe uma lei e o governante não cumpre essa lei e utiliza sua maioria para modificar a lei. Que sinal é esse que nós estamos dando? Não apenas para o mercado, mas para nós mesmo? Portanto, a posição das oposições é de obstrução das discussões até que essa questão seja resolvida e, obviamente, que nossa posição será contrária à modificação da LDO".

Veja imagens do evento:


Petrobras

Sobre a segunda fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, desencadeada nesta sexta (14), Aécio comentou que o Brasil está assistindo hoje ao que sua campanha eleitoral já denunciava. "Infelizmente, a nossa maior empresa, a Petrobras, que adia a publicação do seu balanço em razão das gravíssimas denúncias de corrupção vai trazendo para si uma marca perversa em razão das ações desse governo. A Petrobras, investigada inclusive não apenas no Brasil, incorpora à sua belíssima história uma marca perversa da corrupção. Quero aqui me solidarizar com todos os funcionários e funcionárias da Petrobras que ao longo de 60 anos construiram a história de 60 anos da empresa, agora maculada, manchada, pela ação inescrupulosa da alguns  de seus dirigentes patrocinados por esse governo", atacou.

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O senador mineiro citou também indiretamente a prisão do ex-diretor de Serviços da estatal, Renato Duque, dizendo que enquanto o PSDB fazia um ato político um "diretor indicado pelo PT" .

O presidenciável disparou "que quem esta denegrindo a imagem e a história da nossa maior empresa é a irresponsabilidade desse governo que montou lá, segundo a Polícia Federal, uma organização criminosa. O que eu percebo é que as coisas estão chegando muito próximas dos mais altos dirigentes desse governo. O que eu posso assegurar  é que tem muita gente em Brasília sem dormir nesse últimos dias. e continuarão sem dormir", vaticinou.

Perseguição na PF 

Aécio declarou ainda sua "incompreensão" com a postura do ministro José Eduardo Cardozo que abriu inquérito "para investigar a posição individual e política de delegados da Polícia Federal que usaram suas redes sociais privadas para declarar apoio ao tucano no processo eleitoral.

"O ministro da Justiça, e isso é inaceitável, quer retirar de uma categoria de servidores públicos o direito constitucional à lei de manifestação", denunciou.

Sobre sua vinda a São Paulo para agradecer o empenho dos militantes do partido em favor de sua campanha derrotando Dilma Rousseff por larga margem de votos no segundo turno, Aécio afagou Alckmin e concluiu:

"Esse resultado sinaliza a aprovação crescente do PSDB no Estado em grande parte pelos resultados que o governador Geraldo Alckmin vem alcançando ao longo de seus governos além de outros governos do PSDB".

Durante o ato político, sinalizou que fará mais viagens pelo Brasil para agradecer o apoio recebido e pregou que o PSDB perdeu as eleições, mas as venceu politicamente.

Aécio foi recebido por militantes que não trajavam adesivos ou camisetas que lembrassem a campanha de 2014. O mineiro acabou assistindo uma acolhida mais relevante ao governador paulista Geraldo Alckmin do que a si mesmo. 

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