Em encontro com petista, marido de Marta defendeu o “Volta Lula”

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Desde abril, a hoje ex-ministra e o empresário Marcio Toledo vinham defendendo abertamente Lula para concorrer à Presidência da República, em substituição a Dilma Rousseff; clima entre Marta e Dilma azedou após homenagem a Lula

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Em um evento social em abril deste ano, em São Paulo, o empresário Marcio Toledo, ex-presidente do Jockey Club de São Paulo e marido da ex-ministra Marta Suplicy, defendeu, em conversa com um representante do PT, o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à Presidência da República. Naquele momento, Marta e Marcio, segundo petistas, estavam convencidos de que o ex-presidente deveria substituir Dilma Rousseff na campanha. E fomentavam o “Volta Lula”. Marta avaliava, de acordo com o interlocutor, que Dilma não teria chances na disputa contra os candidatos do PSDB, Aécio Neves, e do PSB, Eduardo Campos (depois substituído por Marina Silva). O casal teria deixado clara sua afinidade cada vez maior com o vice-presidente da República, Michel Temer.

Embora engajada no “Volta Lula”, a ministra mostrava-se distante do PT, desde a indicação de Fernando Haddad para concorrer à Prefeitura de São Paulo, em 2012. Ela queria ser candidata e relutou em apoiá-lo. O relacionamento de Marta com a presidenta Dilma azedou de vez, em maio, com o jantar oferecido para a ministra e Lula por Eleonora e Ivo Rosset, na residência do casal de empresários no Jardim Europa (região nobre de São Paulo). Foram convidados empresários e artistas como Camila Pitanga, Bruna Lombardi, Carlos Alberto Ricelli, João Carlos Martins e Carlinhos Brown, entre outros. Na campanha de Dilma, uma de suas poucas participações foi no evento com artistas na PUC-SP, quando chegou atrasada. Ela bateu boca com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, em uma carreata da campanha na zona sul.

Abre-alas
A eventual ida de Marta Suplicy para o PMDB, com o intuito de disputar a eleição de 2016, pode ajudar nos planos de Michel Temer. Contribuiria na ascensão política de sua filha mais velha, Luciana. Atualmente, ela é secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da gestão Haddad.

Opções à seca
Executivos de sete grandes empresas americanas do setor energético estão no Brasil, trazidos pela AmCham Rio e Brazil-U.S. Business Council. O grupo está interessado em saber como o governo brasileiro vai diversificar a matriz elétrica por conta da seca que afeta as hidrelétricas.

Olho no petróleo
A expectativa da comitiva é pela ampliação do gás natural, energia nuclear e fontes alternativas. Os movimentos do setor de petróleo também estão na mira do grupo, atento à evolução das normas de conteúdo local e à discussão sobre o papel da Petrobras como operador único do pré-sal.

Sem necessidade de ordem judicial
Militantes da internet estão se mobilizando contra o projeto de lei 5937/13, do deputado federal Major Fábio (Pros-PB), em tramitação no Congresso Nacional. A proposta obriga os provedores a retirar do ar, sem necessidade de ordem judicial, conteúdo divulgado sem autorização prévia e expressa do autor. Para eles, o projeto aumenta a possibilidade de censura à internet. O autor considera a medida importante para proteger os direitos autorais na rede.

Mudança de calendário
O Brasil pode vir a ter um novo feriado a partir de 2015. O Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro apenas em algumas cidades, poderá ser estendido para todo país. Projeto do deputado Renato Simões (PT) que torna o feriado nacional foi aprovado anteontem, por unanimidade, na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. Agora, a proposta passará pelas comissões de Direitos Humanos, Constituição e Justiça e Cidadania.

“Se não houver um dilúvio, vai faltar água. A falta com a verdade do governo para enfrentar a crise joga com otimismo para chuvas futuras”
Guilherme Campos, deputado federal (PSD-SP), sobre a reação do governo paulista à crise hídrica no Estado

*Com Leonardo Fuhrmann

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