Marta quer disputar Prefeitura e ameaça ir para o PMDB

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Ministra da Cultura quer disputar prévias do PT com atual prefeito paulistano, Fernando Haddad, para voltar a concorrer à administração municipal; caso não consiga, ela ameaça migrar para o partido com o qual seu marido é ligado

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Petistas de São Paulo afirmam que a ministra da Cultura, Marta Suplicy, tem ameaçado deixar o PT e migrar para o PMDB. Marta, ex-prefeita de São Paulo, deseja concorrer novamente à administração municipal em 2016. Já avisou à direção do PT que pretende disputar as prévias com o atual prefeito, Fernando Haddad. Caso não consiga, pode sair. A ministra é casada com o empresário Marcio Toledo, ex-presidente do Jockey Club de São Paulo, ligado ao PMDB. Em 2012, ele foi cogitado para ser vice do candidato peemedebista à prefeitura paulistana Gabriel Chalita. A saída de Paulo Skaf do PMDB (deve ir para o PSD) facilitaria uma eventual candidatura de Marta. A ministra também avisou a presidenta Dilma Rousseff que pretende deixar o ministério até o final do ano.

A presidenta havia pedido para ela esperar a reforma ministerial. Em 2012, Marta já desejava disputar novamente a prefeitura de São Paulo e ficou contrariada com a decisão do ex-presidente Lula de indicar Fernando Haddad como candidato. Ela relutou em apoiá-lo. Na época, se falou sobre a possibilidade de a ex-prefeita trocar o PT pelo PMDB. Marta escrevera um artigo enigmático, intitulado “Travessia”, no qual citava Fernando Pessoa e dizia que “há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo”. Petistas dizem que Lula irá apoiar a candidatura à reeleição de Haddad e convencer a ex-prefeita de desistir de concorrer. As correntes internas petistas CNB, Mensagem ao Partido, PTLM e Movimento PT estão com Haddad. Só a Novo Rumo, do ex-secretário de Governo Antonio Donato, tende a apoiar Marta.

Decisão do filho de ex-secretário
O juiz Hélio Villaça Furukawa, que absolveu 50 PMs acusados de executar 12 supostos criminosos no episódio conhecido como “massacre da Castelinho”, é filho do ex-secretário de Administração Penitenciária paulista Nagashi Furukawa. O caso é de 2002, quando Nagashi comandava a pasta. Segundo o MP, os policiais - ao lado de presos retirados do sistema prisional - se infiltraram no bando. Eles teriam inventado um falso assalto a um avião, para executar os integrantes da facção em uma emboscada. O coronel Rui Cesar Mello, comandante da PM na época, já havia sido absolvido.

Saulo testemunha
Órgão Especial do TJ-SP também já havia absolvido dois juízes e o ex-secretário de Segurança Pública Saulo de Castro Abreu Filho pelas mortes. Saulo, que era secretário do governo Geraldo Alckmin (PSDB) junto com Nagashi na época, foi arrolado como testemunha dos PMs.

Economistas respondem “ao mercado”
Um grupo de 1.160 economistas - liderado por Maria da Conceição Tavares, Luiz Gonzaga Belluzzo e Marcio Pochmann - divulgou um manifesto pelo “desenvolvimento e inclusão social”. Os signatários afirmam que o texto é uma resposta ao “jogral dos porta-vozes do mercado”. Eles destacam a importância de melhorar os bens públicos e a infraestrutura não só para a inclusão social, mas também para estimular o desenvolvimento.

Exemplo espanhol anima ex-marineiros
O resultado do movimento Podemos nas pesquisas eleitorais na Espanha animaram dissidentes da Rede. O Podemos é hoje a maior força eleitoral daquele país, à frente do PSOE e PP. Os ex-marineiros se espelham neles. Além de pregar decisões horizontalizadas, como já faz a presidenciável Marina Silva, derrotada nas duas últimas eleições, eles querem se colocar claramente à esquerda. Para eles, ao apoiar Aécio Neves no segundo turno, a Rede deu uma guinada conservadora.

“Voto é um direito. Se for facultativo, partidos e candidatos terão de se aproximar mais do eleitor para convencê-lo a votar e depois conquistar seu voto”
Leonardo Picciani (PMDB-RJ), deputado federal reeleito, que definiu como meta acabar com a obrigatoriedade do voto

*Com Leonardo Fuhrmann

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