Disputa entre os tucanos na capital paulista já começou. Mas Alckmin tentam conter o ímpeto de pré-candidatos

Brasil Econômico

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, será o responsável pela escolha do candidato do PSDB a prefeito da capital paulista, em 2016. Nenhum dos políticos tucanos que já se lançam na disputa conseguirá êxito sem a bênção do governador. Apesar do ex-presidenciável tucano Aécio Neves desfrutar de um bom momento como o principal líder da oposição - com os 51 milhões de votos obtidos na última campanha -, Alckmin surge como um forte nome para concorrer ao Palácio do Planalto e, como parte dessa estratégia, torna-se importante para ele a escolha de um candidato a prefeito na capital afinado com a sua atuação. No Palácio dos Bandeirantes, no entanto, a avaliação é que os pré-candidatos se lançaram na disputa interna “antes da hora”.

O governador reeleito quer, primeiro, compor o seu novo secretariado e só mais adiante pensar no assunto. Já se colocam como pré-candidatos, entre outros, o deputado federal eleito Bruno Covas; o deputado e agora suplente de senador José Anibal; e o vereador paulistano Andrea Matarazzo, ligado ao senador eleito José Serra. Mário Covas Neto, o “Zuzinha”, também vereador em São Paulo e filho do ex-governador Mário Covas (morto em 2001), é outro nome lembrado. O senador Aloyzio Nunes Ferreira, vice na chapa derrotada de Aécio Neves, é citado, mas deve ser opção para o futuro. É tido como provável candidato à sucessão de Geraldo Alckmin em 2018. Caso Aécio fosse eleito, o vereador Andrea Matarazzo - que coordenou a campanha do senador mineiro na capital paulista -, seria, na disputa interna, um nome quase imbatível.

Disputa será acirrada

A disputa para a prefeitura de SP deverá ser acirrada. O atual prefeito, Fernando Haddad (PT), deve concorrer à reeleição com Bruno Covas, José Anibal ou Andrea Matarazzo, e mais Paulo Skaf (provavelmente pelo PSD) e Celso Russomanno (PRB). A Rede pode lançar Walter Feldman.

PT não dá prazo para pagar dívida de Suplicy

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que não foi reeleito, terminou a campanha com uma dívida de R$ 470 mil. Seu seguidores reclamaram de falta de ajuda do Diretório do PT de São Paulo. O candidato não recebeu um centavo do partido e teve que ir atrás de doações. O PT vai assumir essa dívida, mas não fixou prazo para o pagamento. Com produção de programas de TV, Suplicy gastou R$ 2,5 milhões e o candidato a governador do PT, Alexandre Padilha, R$ 25 milhões.

Receita para São Paulo

O senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), ex-ministro da Integração Nacional, irá lançar, até o final do ano, o livro “O Desafio das águas". Seu trabalho não faz menção à falta de água em São Paulo nem a problemas específicos enfrentados por políticos como o governador Geraldo Alckmin. Mas o ex-ministro, especialista no tema, diz ter percebido logo cedo que a água “é vital na agenda política, no futuro e no presente”.

MP garante isenção

Deve ser sancionada em breve pela presidenta Dilma Rousseff a Medida Provisória 651, que assegura a isenção de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) em áreas de quilombolas. Ocupantes de terras nas Ilhas de Abaetetuba, Trombetas e Cabeceiras, no Pará, serão os primeiros a ficarem livres de dívidas que somam hoje R$ 15 milhões.

Assembleia de SP investiga violações

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo vai analisar amanhã, em audiência, denúncias de violações em trotes na Faculdade de Medicina da USP. As faculdades de medicina têm aparecido com frequência nos casos de trotes bárbaros apontados na imprensa.

“Está havendo um mecanismo de imobilização da oposição. Não me sentiria à vontade de ser colocado entre aqueles que acreditam que haverá uma disputa entre PT e PMDB”

Miro Teixeira (Pros-RJ), deputado que aponta simulação de briga para alijar a oposição de disputa na Câmara.

*Com Leonardo Fuhrmann

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