Cotado para Ministério, Kassab quer criar bloco

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Ex-prefeito conta com o PL, em fase de coleta de assinaturas, para atrair parlamentares a um bloco governista de centro

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Cotado para assumir o Ministério das Cidades do próximo mandato da presidenta Dilma, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) articula a formação de um bloco governista de centro. Em sua primeira eleição nacional, o partido de Kassab conseguiu eleger 37 deputados federais. A expectativa é atrair pelo menos mais dez parlamentares. Uma das estratégias é colaborar na coleta de assinaturas para a formação de um novo partido, o PL. Líderes do PSD nos estados estão empenhados desde o ano passado em ajudar o PL nos requisitos necessários para o registro no TSE. A formação do novo partido abriria uma janela para que deputados aderissem sem perder seus mandatos. Depois, o PL poderia atuar em bloco com o PSD ou mesmo ser incorporado.

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O ex-prefeito de São Paulo, que se candidatou ao Senado pelo PSD, em entrevista recente ao iG

No PSD, a ida de Kassab para o ministério é dada como certa. No meio do ano, Dilma já teria conversado com o ex-prefeito de São Paulo sobre a possibilidade de ele assumir um cargo no governo. O pessedista, no entanto, preferiu disputar uma vaga ao Senado. O objetivo foi ajudar o partido a construir uma bancada forte no Congresso. O PSD já conta com um ministro, Guilherme Afif Domingos, das Pequenas e Microempresas. O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles também é filiado e está entre os cotados para assumir a Fazenda. Meirelles é visto como capaz de acalmar o mercado financeiro. E é tido como parte de uma cota pessoal do ex-presidente Lula. Kassab conseguiu se cacifar com os petistas pela fidelidade do apoio. Mesmo em estados onde a presidenta tinha dificuldades, como São Paulo e Santa Catarina, o PSD fez campanha para ela.

Suplicy pede ajuda para audiência com Dilma

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), não reeleito, pediu ontem ajuda ao ex-presidente Lula, durante encontro num hotel de São Paulo com a nova bancada petista do Senado, para conseguir uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff. Suplicy, que nunca foi recebido pela presidenta no Palácio do Planalto, quer pedir a criação de uma comissão de estudos - com intelectuais da USP e Unicamp - para avaliar a transformação do Bolsa-Família num programa de renda básica.

Procuradores querem mudar polícias

Os procuradores da República divulgaram um manifesto em favor da unificação das carreiras policiais e para que a Polícia Rodoviária Federal e as militares tenham atribuição para fazer investigações. Defendem ainda o fim do inquérito e do regime de presidência das investigações (comandadas por delegados) e a criação de grupos especializados nas polícias para atuar contra crimes ambientais, financeiros e de ordens econômica e tributária. Propõem ainda a criação de grupos estáveis de atuação regional e nacional para o combate a organizações criminosas, regulados previamente, e de uma legislação de cooperação internacional penal.

Na vaga do inimigo

Com a ida do PSB para a oposição, o PT de Pernambuco espera que, no novo governo de Dilma Rousseff, consiga para si postos federais importantes no Estado assumidos antes pela equipe do ex-governador Eduardo Campos. Está de olho em órgãos como a Chesf e o Dnocs.

Tucanos: projetos sociais “diluídos”

O deputado Edson Aparecido (PSDB-SP), ex-chefe da Casa Civil de São Paulo e coordenador da campanha de reeleição de Geraldo Alckmin, disse que o governo paulista quer criar uma marca social forte na nova gestão porque os projetos do Estado na área “estão hoje diluídos em várias secretarias”. Aparecido admitiu que os tucanos levaram desvantagem na campanha presidencial ao ver os petistas explorarem a marca de programas como o “Minha Casa, Minha Vida”, o “Bolsa-Família” e “Mais Médicos”.

“A história do STF não tem mostrado isso. Tem mostrado total independência dos ministros. O STF se orgulha muito dessa independência enorme que os ministros têm com relação aos presidentes que os indicaram”

Ricardo Levandoswski, presidente do STF, responde a críticas do ministro Gilmar Mendes de que o tribunal pode se transformar num órgão “bolivariano”, após o governo do PT indicar dez dos seus 11 integrantes

*Com Leonardo Fuhrmann

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