Termina contrato de José Dirceu com escritório de advocacia

Por Wilson Lima , iG Brasília | - Atualizada às

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Com a evolução para o regime aberto, ex-ministro agora pode definir onde e com quem pretende trabalhar daqui para frente

Com a progressão de pena do ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu do regime semiaberto para o aberto, também terminou seu contrato de trabalho com o escritório de advocacia do criminalista José Gerardo Grossi, localizado no centro de Brasília. A pessoas próximas, Dirceu diz que pretende voltar à atividade empresarial ou de consultoria.

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ex-ministro da Casa Civil deixa o presídio ao lado da advogada, na última terça-feira

Após passar aproximadamente um ano preso em penitenciárias de Brasília, Dirceu foi autorizado a cumprir pena domiciliar por sua condenação no julgamento do mensalão. A autorização, dada na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi confirmada na terça-feira (4) pela Vara de Execuções Penais de Brasília.

Condenado a sete anos e 11 meses de prisão pelo crime de corrupção ativa, Dirceu já cumpriu quase um ano da pena. A princípio ele poderia progredir do regime semiaberto para aberto apenas em março do ano que vem. No entanto, o ex-chefe da Casa Civil conseguiu descontar 142 dias do tempo de prisão até o momento após cursos e leituras na prisão. Por isso, conseguiu deixar a prisão nesta terça.

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Com a evolução do regime de prisão dele do semiaberto para o aberto, Dirceu também não é mais obrigado a trabalhar no escritório de advocacia de Grossi, onde é auxiliar administrativo. O contrato valia apenas para efeito do cumprimento do regime semiaberto. Agora, o ex-ministro tem 90 dias para achar uma outra ocupação. A Grossi, ele, que ganha R$ 2,1 mil do escritório, disse que pretende ficar no local até conseguir uma outra função. 

Veja fotos do primeiro dia de trabalho de Dirceu, em julho:

José Dirceu deixa escritório de advocacia em 3 de julho, no seu primeiro dia de trabalho, em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaJosé Dirceu deixa escritório de advocacia no primeiro dia de trabalho em Brasília. O salário dele é de R$ 2,1 mil. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaJosé Dirceu deixa escritório de advocacia em 3 de julho, no seu primeiro dia de trabalho, em Brasília. Foto: Primeiro dia de trabalho de José Dirceu 3José Dirceu deixa escritório de advocacia em 3 de julho, no seu primeiro dia de trabalho, em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaJosé Dirceu deixa escritório de advocacia em 3 de julho, no seu primeiro dia de trabalho, em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaJosé Dirceu deixa escritório de advocacia em 3 de julho, no seu primeiro dia de trabalho, em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaJosé Dirceu deixa escritório de advocacia em 3 de julho, no seu primeiro dia de trabalho, em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília

No entanto, nesta quinta-feira (6), Dirceu já não foi ao trabalho alegando “questões pessoais”. Disse a Grossi que pretendia ficar um pouco mais com a família, mas, a pessoas próximas, tem falado que pretende retomar suas atividades empresariais agora que estará fora da prisão.

A ideia do ex-ministro é abrir uma empresa de consultoria política ou mesmo uma empresa para conceder palestras. O plano está em fase de elaboração. O iG apurou que Dirceu já pediu informações sobre a modificação de função social de sua empresa e também sobre como poderia exercer a atividade empresarial sem infringir as restrições referentes ao cumprimento do regime de prisão em regime aberto.

O receio de Dirceu é que sua atividade empresarial seja confundida como atividade política, o que tem sido proibido aos condenados no mensalão, conforme o relator do caso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

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