PSB articula formação de bloco independente

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Partido tenta atrair PV, Psol e PCdoB; segundo o senador João Capiberibe (AP), ideia é ficar “equidistante” do governo e da oposição, o que uniria os diferentes grupos dentro do partido

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O PSB no Senado pretende formar um bloco independente e, para isso, tenta atrair possíveis parceiros como o PV, Psol e o PCdoB. A partir do ano que vem, o partido terá seis representantes na Casa. Os blocos ou partidos com pelo menos nove senadores contam com vantagens no funcionamento do Senado. O senador João Capiberibe (AP) defende que o PSB dê preferência ao diálogo com partidos mais à esquerda, para não descaracterizar as bandeiras socialistas. Caso a proposta se concretize, os pessebistas serão os líderes do grupo, por ser o maior partido do bloco. Capiberibe lembra que o PSB já atua de forma independente no Senado desde 2013, quando decidiu deixar os cargos no governo para articular a candidatura presidencial do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Para o senador João Capiberibe, a independência será uma forma de agradar tanto os defensores da neutralidade e os que apoiaram o presidenciável Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição deste ano, como os que permaneceram ao lado da presidenta reeleita. Outro grupo dentro do PSB defende uma atitude oposicionista, com a formação de um bloco com partidos como o Solidariedade e o PPS, mais próximos do PSDB e do DEM. A decisão deve ser tomada pela executiva nacional do PSB no próximo dia 18. A possibilidade de ficar independente também facilita a relação com o governo federal dos três governadores eleitos pelo partido: Paulo Câmara em Pernambuco, Ricardo Coutinho na Paraíba e Rodrigo Rollemberg no Distrito Federal. Capiberibe avalia que a independência coloca o PSB numa posição “equidistante” entre governistas e oposição.

“Tinha planos que lhe incluíam".
Um das acolhidas mais fervorosas ao ex-presidenciável tucano Aécio Neves, ontem no Senado, partiu de seu colega Cristovam Buarque (PDT-DF). Ele abraçou fortemente Aécio e disse: "Tenho certeza que apoiei a pessoa certa". Em retribuição, ouviu do candidato derrotado: "Foi uma pena. Tinha planos que lhe incluíam".

PSDB pede investigação de convênio do MST
O líder da minoria na Câmara, deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), vai questionar no Ministério da Justiça o convênio firmado entre o governo da Venezuela e o MST para treinamento de suas lideranças, sob o argumento de que essa proposta fortalece o socialismo no Brasil. “Como um movimento que não tem sequer personalidade jurídica pode representar o Brasil? Somente quem pode falar em políticas para um país é seu governo", questiona Sávio. O parlamentar quer que a PF investigue quais os propósitos desta iniciativa que “usurpa a autoridade política do povo brasileiro, representado pelos Poderes”. Ele também pretende convocar o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Wilson Roberto Trezza, para falar sobre o assunto.

Amigo é pra essas coisas
O empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga, foi um dos principais colaboradores da campanha a deputado de Andrés Sanchez (PT), na esperança de ter o apoio dele nas eleições para a presidência do Corinthians. Amanhã, Garcia será lançado como principal nome da oposição. Seu vice será o também empresário Osmar Stábile. Mas Andrés deve apoiar o candidato da situação, Roberto Andrade. Roque Citadini, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), queria ser candidato da oposição, mas ficará de fora.

PT se aproveita de atos, diz tucano
O presidente do PSDB no Estado de São Paulo, Duarte Nogueira, rebate afirmações de que simpatizantes de seu partido apoiam manifestações a favor da volta da ditadura militar no País. “O PT é que está imputando essa pecha ao nosso partido”, reclama. “Eles é que têm mais características de apoio a movimentos de supressão de liberdade e cerceamento de imprensa”, afirma. “Não apoiamos rompimento institucional nem regime militar”, assegura.

“Eu acho que é fundamental que a presidenta Dilma possa ter, além do PT, dois partidos ou frentes fortes que possam ajudá-la na governabilidade”
Cid Gomes (Pros), governador do Ceará, ao se oferecer para criar uma alternativa ao bloco que o PMDB pretende formar

*Com Leonardo Fuhrmann

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