Senador faz sua primeira aparição depois da derrota eleitoral para Dilma e critica movimentos que pedem impeachment

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB-MG) voltou na tarde desta terça-feira (4) ao Congresso Nacional. Ele foi recepcionado por aliados e militantes já na entrada da Casa e acabou cercado. Antes de entrar no Senado, Aécio se emocionou e acabou derramando lágrimas ao cantar o hino nacional entoado por aliados

Em entrevista, Aécio sinalizou que a oposição não deverá dar trégua para a presidente e que pretende cobrar compromissos de campanha ao dizer que fará a “oposição que a opinião pública determinou que fizéssemos”.

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“O Brasil despertou. O Brasil hoje é um Brasil diferente de antes da eleição. Emergiu um novo Brasil, que quer ser protagonista da construção do seu futuro. Pessoas não deixaram de estar mobilizadas a partir do resultado da eleição. O que eu percebo é o contrário, as pessoas continuam emocionadas, querendo construir um futuro melhor para suas famílias, para os seus filhos. Essa é uma mobilização inédita na nossa história”, disse ele.

Aécio também respondeu ao chamado de Dilma, que no discurso da vitória convocou diferentes setores da sociedade para um grande diálogo. “Se querem dialogar que apresentem propostas que interessem aos brasileiros. No mais, vamos cobrar eficiência, transparência dos gastos públicos e vamos cobrar que as denúncias de corrupção sejam apuradas”, afirmou o tucano.


Intervenção militar

O tucano, derrotado nas urnas, rejeitou qualquer iniciativa antidemocrática ou tentativa de impeachment da presidente. “Respeito a democracia e qualquer utilização dessas manifestações no sentido de qualquer tipo de retrocesso à democracia terá a nossa mais veemente oposição. Fui o candidato da liberdade, da democracia”, declarou Aécio já dentro do Senado.


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