Reunido em Brasília, PT faz balanço da eleição e discute novo governo Dilma

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Em seu primeiro encontro desde o segundo turno, partido deve tratar de contas da campanha, dívidas eleitorais, recomposição da base aliada e montagem do novo governo

O PT se reúne nesta segunda-feira (3), em Brasília, para traçar um diagnóstico da corrida eleitoral e abrir as discussões internas sobre o segundo governo da presidente Dilma Rousseff. A reunião, que teve início nesta manhã, foi ampliada para contar com a presença de alguns integrantes do comando da campanha de reeleição da presidente.

Um dos assuntos que devem aparecer no encontro é o financiamento das campanhas e as dívidas deixadas por candidatos que não conseguiram arrecadar o que esperavam para a disputa eleitoral. Nas últimas semanas, vários petistas procuraram o diretório nacional do PT para pedir a ajuda do partido para resolver o buraco deixado nas contas.

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O tesoureiro nacional do partido, João Vaccari, chegou a fazer algumas reuniões individuais com outros petistas, para tratar do tema. As conversas devem considerar também o balanço da campanha de Dilma, que está sendo finalizado pelo tesoureiro Edinho Silva.

Se seguir a tradição, o PT também deve tirar do encontro uma resolução em apoio à presidente Dilma, na qual deve comemorar a vitória sobre o PSDB do senador mineiro Aécio Neves e a continuidade do projeto iniciado com a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O partido também pode abordar a montagem do novo governo e a recomposição do ministério, mas sem entrar em detalhes da montagem da nova equipe da presidente.

A expectativa é de que a presidente Dilma Rousseff retome a partir desta segunda-feira as discussões sobre a nova equipe de governo, agora que retornou de uns dias de descanso na base naval de Aratu, na Bahia. Sem compromissos oficiais, Dilma já se reuniu nesta manhã, no Palácio da Alvorada, com o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Disputa na Câmara

A recomposição da base aliada também deve aparecer nas conversas, de acordo com líderes petistas. O partido já começou a enfrentar no Congresso o acirramento dos ânimos com o PMDB, em especial no que se refere à disputa pelo comando da presidência da Câmara e a relação com o grupo liderado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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O ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, foi convidado a participar do encontro de hoje. Atualmente, a orientação do governo tem sido a de ignorar as “provocações” da ala rebelde do PMDB. A avaliação que o Planalto faz, no momento, é a de que embarcar prematuramente na disputa pelo comando da Câmara fortaleceria Cunha.

Ainda assim, o PT já tem alguns nomes engatilhados para a disputa, como o dos ex-presidentes da Casa Marco Maia (RS) e Arlindo Chinaglia (SP).

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