Segundo a cúpula petista, para um segundo mandato, Dilma e o partido precisarão de uma maior aproximação com partidos de esquerda e movimentos sociais

Em reunião nesta segunda-feira (3), a executiva do PT avaliou como fundamental a participação do partido na reeleição da presidente Dilma Rousseff. A cúpula petista ainda avaliou que é necessário um diálogo mais direto com a presidente para a formação de seu novo governo.

Em resolução divulgada após a reunião, o PT ressalta o papel do partido na reeleição. “Uma vitória, sobretudo, do PT e do nosso projeto, que conquista um quarto mandato, algo que nenhuma outra força política havia alcançado até agora no País”, informa o documento.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE),considerou que o PT precisa ter reforçado seu papel no governo. “Quando a gente fala em ampliar o diálogo, é também reforçar o papel do PT no governo. A presidente já deu ao nosso presidente [Rui Falcão] status maior para participar do governo. É só aprimorar e lubrificar um pouco mais os esforços", disse Costa, ao sair do encontro, que definiu a organização da reunião do diretório nacional marcada para os próximos 28 e 29 deste mês, em Fortaleza.

A presidente será convidada a participar da reunião do diretório. A escolha da capital cearense se deu porque é a primeira vez que o partido ganha o governo do Ceará, com Camilo Santana, que venceu as eleições apoiado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes.

O documento resultante da reunião da Executiva aponta ainda para a chamada “guinada à esquerda”, considerada necessária para que Dilma faça um segundo governo melhor que o primeiro. Esta guinada, de acordo com a cúpula petista, passa por resgate da relação com movimentos sociais.

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“Para que a presidente possa fazer um segundo mandato superior ao primeiro, será necessário, em conjunto com partidos de esquerda, desencadear um amplo processo de mobilização e organização de milhões de brasileiros e brasileiros que saíram às ruas para apoiar Dilma Rousseff, mas também para defender nossos diretios humanos, nossos direitos à democracia, ao bem estar social, ao desenvolvimento à soberania nacional”, informa o documento.

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