PF indicia Pizzolato por nove crimes relacionados ao uso de documentos falsos

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Justiça italiana negou nesta semana a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão

Agência Brasil

O ex-diretor Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi indiciado por nove crimes cometidos antes de fugir para a Itália, no final do ano passado, todos relacionados ao uso de documentos falsos em nome do irmão Celso Pizzolato, morto em 1978. O indiciamento foi anunciado pela Polícia Federal (PF), nesta sexta-feira (31).

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Ex-diretor do BB foi um dos condenados do processo do mensalão; ele fugiu para Itália em 2013

Segundo a PF, o ex-diretor do Banco do Brasil utilizou a documentação falsa para diversas finalidades entre os anos de 2007 a 2010. Em outubro de 2008, ele votou com a identidade de um parente. Em 2009, solicitou a segunda via do CPF do irmão, além de pedir alteração dos dados cadastrais. Henrique Pizzolato também foi indiciado por requerer passaporte italiano por meio de documentação falsificada.

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De acordo com a PF, a pena prevista em lei a cada um dos nove indiciamentos "pode variar de um a cinco anos de reclusão”. Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e sete meses de cadeia por lavagem de dinheiro e peculato, na Ação Penal 470, o processo do mensalão.

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O ex-diretor do BB fugiu para Itália em setembro do ano passado, antes do fim do julgamento no STF. Ele foi capturado em fevereiro em Maranello (Itália) e, em junho, a corte local iniciou seu julgamento.

No entanto, pouco depois a Justiça suspendeu as sessões para solicitar esclarecimentos ao governo brasileiro sobre as condições dos presídios nacionais – e acabou, por fim, negando sua extradição, como desejava a defesa do condenado.

Veja dez fatos que marcaram julgamento do mensalão:

Último a se pronunciar nos julgamentos do STF, Celso de Mello foi pressionado para votar contra a validade de recursos do mensalão, mas se manteve a favor. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaO ministro Luís Roberto Barroso, em sua primeira participação no julgamento do mensalão, defendeu a reforma política para evitar que esquema se repita. Foto: Divulgação STFPor um voto de diferença, os ministros do STF aceitaram a validade dos recursos do mensalão . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAO segundo ano de julgamento do mensalão também teve bate-boca e desentendimentos entre o relator, Joaquim Barbosa, e o revisor Ricardo Lewandowski. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaRodrigo Janot assumiu o cargo de procurador-geral da República no lugar de Roberto Gurgel, que representou o MP na maior parte do julgamento. Foto: Divulgação/STFBarbosa expediu mandados de prisão para parte dos condenados no dia 15 de novembro. Dirceu, Genoino, Valério e mais oito do mensalão se entregam à PF. Foto: Futura PressPreso na Papuda, Genoino sentiu-se mal e foi hospitalizado. Ele, que passou por cirurgia cardíaca, pediu prisão domiciliar, mas laudo não aponta doença grave. Foto: Futura PressO ex-presidente do Banco do Brasil Henrique Pizzolato fugiu do Brasil para a Itália ao ter a prisão decretada por Barbosa. Foto: Reprodução/InterpolO presidente do STF sofreu uma série de críticas no meio jurídico por ter cometido ilegalidades nas 11 primeiras prisões do mensalão. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaIrritado com a condução das prisões do mensalão, Barbosa substituiu o juiz de execução penal responsável pelo caso. Foto: Divulgação/STF



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