Votação na Maré acontece sob forte patrulhamento

Por Agência Brasil |

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As mais de dez comunidades da Maré estão há cerca de sete meses convivendo com a Força de Pacificação

Agência Brasil

Tomaz Silva/Agência Brasil
Exército reforça efetivo para o segundo turno das eleições no Complexo da Maré, zona norte do Rio

Sob intenso patrulhamento de tanques blindados e veículos militares, os moradores do Complexo da Maré comparecem hoje (26) às urnas, na cidade do Rio de Janeiro. As mais de dez comunidades da Maré estão há cerca de sete meses convivendo com a Força de Pacificação, que tem militares do Exército e fuzileiros navais.

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O patrulhamento no complexo incluiu trinhceiras e armamento pesado, como fuzis, utilizados pelos militares em solo e nos veículos. Eles estão organizados no entorno das 15 escolas onde funcionam seções eleitorais neste domingo.

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Homem passa por rua repleta de santinhos em Fortaleza, no Ceará. Camilo (PT) e Eunício (PMDB) disputam o segundo turno para o governo estadual. Foto: Marcelo Camargo/ABr Soldado reforça a segurança em colégio eleitoral na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, no segundo turno das eleições. Foto: Leo Correa/APExército também vai às ruas em Fortaleza. No Ceará, além da votação para presidente, há disputa de 2º turno entre Camilo (PT) e Eunício (PMDB) para o governo . Foto: Marcelo Camargo/ABr Eleitora procura sua seção em colégio eleitoral no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva / Agência BrasilEleitora deficiente visual leva seu cão-guia para seção de votação neste domingo em Belo Horizonte, Minas Gerais. Foto: Sergio Moraes/ReutersEleitor Gabriel Takemoto, 24 anos, vota com camiseta de Sergio K em apoio a Aecio Neves nesta manhã em São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGEleitor exibe seu título no Colégio Otoniel Motta, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Foto: Piton/Futura PressIdosa vota na manhã deste domingo em faculdade em São Paulo. Foto: Leonardo Benassatto/Futura PressEleitor usa camisa do Flamengo na votação do segundo turno das eleições no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Leo Correa/APFila de eleitores logo pela manhã deste domingo na Favela da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Leo Correa/APFila de eleitores também na Rocinha, no Rio de Janeiro. Foto: Pilar Olivares/ReutersSantinhos são espalhados pelo chão da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Os eleitores cariocas votam para presidente e para governador neste segundo turno . Foto: Pilar Olivares/Reuters

Apesar de relatos de tiroteio na madrugada, quando a força de pacificação tentou encerrar um baile funk na localidade conhecida como Vila do João, a situação está tranquila e os eleitores se dirigem normalmente aos locais de votação.

Em uma das maiores seções, na Escola Municipal Bahia, próximo à Avenida Brasil, o movimento é intenso, mas não há filas. Embora haja eleitores distribuindo adesivos de maneira discreta nos arredores da escola, ao contrário do primeiro turno, não há uma enxurrada de santinhos espalhados pelas ruas.

Na escola, a jovem de 16 anos, Tuianny Machado, votou sem pressa. Ela, que está em sua primeira eleição, disse que o voto é uma importante oportunidade de exercer seu direito. "Pesquisei meus canditados, escolhi com base nas propostas - e não nos erros- e votei conscientemente", declarou confiante.

A atendente Michele Silva, de 37 anos, avaliou que a votação neste segundo turno está mais rápida que no primeiro. "Como eram muitos candaditados para votar, as filas estavam enormes, mas deste vez não levei nem dez minutos (entre chegar à escola, votar e sair). Foi bem mais rápido", frisou.

Na Maré, os moradores ainda são cautelosos ao se referir à Força de Pacificação ou aos "periquitos", como chamam os militares. Uma parte acredita que a presença ostensiva dá mais segurança, outra parte, diz que acaba limitando e constrangendo, desnecessariamente, as pessoas, por abuso de autoridade. Procurado, o comando não respondeu as queixas nem esclareceu a ação durante a madrugada.

A Força de Pacificação continuará na comunidade até 31 de dezembro, a pedido do governo do estado do Rio de Janeiro. O comando da operação é dos ministérios da Justiça e da Defesa. Em 2015, a previsão é que seja substituida por Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) no complexo, com 1,6 mil policiais militares.

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