Presidente do TSE condena manifestações preconceituosas após as eleições

Por Wilson Lima - iG Brasília |

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Em entrevista coletiva, Dias Toffoli disse que "o processo democrático não é para dividir, é para somar"

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou as manifestações discriminatórias que vem ocorrendo pela internet após a vitória da presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições de 2014. “O processo democrático não é para dividir, é para somar. O desejo da Justiça é a pacificação. A disputa eleitoral acabou”, disse taxativo o presidente do TSE.

Após a vitória de Dilma Rousseff (PT), eleitores revoltados com a derrota de Aécio Neves (PSDB) têm atribuído ao Nordeste a derrota do tucano. “Nordestino fica na rede esperando o Bolsa Família enquanto o Sul trabalha”, disse, por exemplo, uma advogada de 44 anos no diretório do PSDB em Indianopolis, bairro da zona sul da capital paulista.

Contra manifestações deste genro, o presidente do TSE afirmou que, no Estado democrático de direito, é necessário que os brasileiros aceitem o resultado das urnas. Dias Toffoli afirmou que “é importante que a sociedade volte a estar unida” pensando na reunificação da nação e no desenvolvimento nacional.

Outras autoridades também manifestaram preocupação com o clima de guerra ente os eleitores durante o segundo turno, como, por exemplo, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. “Ao poder judiciário como um todo, cabe agora afiançar a governabilidade no País, naquilo que lhe diz respeito. Essas eleições demonstraram que o Brasil vive, desde o advento da Constituição de 1988, um momento de democracia plena e de instituições republicanas perfeitamente consolidadas”, disse o presidente do STF.

“Os resultados devem ser aceitos por todos e vamos, a partir deste momento, trabalhar com os procedimentos que nos restam, principalmente no que se refere à prestação de contas”, pontuou o vice-procurador-geral eleitoral Eugênio Aragão.

“Temos mandatos populares constitucionalmente obtidos que devem ser respeitados para a prevalência do estado democrático de direito”, complementou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Coelho.

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