PF nega boatos e diz que doleiro Youssef passa bem, mas ficará hospitalizado

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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PF de Curitiba desmente boato de envenenamento. Desde sua prisão, Youssef precisou de atendimento médico por três vezes

Jeso Carneiro/Agência Senado
Doleiro Alberto Youssef segue hospitalizado, apesar de melhora, segundo a PF

A Polícia Federal divulgou neste domingo (26) nota informando que o doleiro Alberto Youssef, internado desde a tarde de sábado (25) no Hospital Santa Cruz, em Curitiba, no Paraná, passou bem a noite e permanecerá hospitalizado por 48 horas, sob escolta de policiais. 

Ainda no sábado (25), a Polícia Federal de Curitiba negou que houvesse alguma suspeita de envenenamento.

No texto, a PF informa que a internação ocorreu em função de “uma forte queda de pressão arterial causada por uso de medicação no tratamento de doença cardíaca crônica”. Desde a sua prisão, em março deste ano pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), Youssef precisou de atendimento médico três vezes.

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“Não havendo nenhuma outra intercorrência, retornará à carceragem da PF da Superintendência em Curitiba”, destacou o texto. O doleiro foi encaminhado para a unidade depois de sentir uma indisposição.

Desde a noite de sábado, mensagens compartilhadas em redes sociais como Facebook e Twitter e pelo aplicativo de conversas WhatsApp ganharam a internet espalhando o boato de que o doleiro havia sido envenenado e estava morto.

Mensagens de pessoas que afirmam ter parentes no Hospital Santa Cruz tomaram conta das redes. Em seguida, mensagens de outros usuários que suspostamente trabalham no local surgiram com fotos de Youssef no quarto, afirmando que ele passava bem e tudo não passava de um boato.

Reprodução/Twitter
Mensagens reforçando e negando o boato de envenenamento ainda circulavam na internet após a Polícia Federal desmentir a história que circula nas redes sociais

Na última quinta-feira (23), o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, autorizou o depoimento do doleiro à comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) que investiga denúncias de ilegalidade na Petrobras. A autorização formal era necessária para que o doleiro deixasse a carceragem e fosse transportado para Brasília. Ainda assim, Youssef poderia optar por ficar em silêncio durante o depoimento.

Os advogados de Youssef encaminharam petição ao presidente da CPMI para tentar dispensar o depoimento do doleiro, antecipando que Youssef usaria a prerrogativa de ficar calado e os custos ao Erário seriam altos.

Youssef apresenta sinais vitais dentro da normalidade

Boletim médico divulgado na manhã de domingo (26) pelo Hospital Santa Cruz, em Curitiba, informa que o doleiro Alberto Youssef, internado desde a tarde de sábado (25), está consciente, lúcido e orientado, “com sinais vitais dentro da normalidade”.

De acordo com o diretor clínico do hospital, Arthur Leal Neto, o doleiro deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Coronariana as 16h20 de sábado, em função de um episódio de síncope (perda rápida da consciência), mas apresentava um quadro clínico estável com “sinais de desidratação e emagrecimento importante”.

Leal Neto ainda afirmou que a avaliação inicial não mostrou qualquer sinal de intoxicação e o que o quadro cardiológico também era estável. “Até o momento, apresenta exames laboratoriais e outros exames complementares dentro da normalidade”, destacou.

Ministro da Justiça comenta boatos

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse neste domingo (26) estar preocupado com os boatos que circulam nas redes sociais, especificamente envolvendo a saúde do doleiro Alberto Youssef, envolvido na operação Lava Jato, da Polícia Federal.

"Esse boato me chocou. A Polícia Federal divulgou nota para dizer que ele está bem em seu quarto, mas isso continua na rede. A população inteira precisa estar atenta, as informações são deploráveis", disse em entrevista na capital paulista, antes de ler a nota da Polícia Federal negando a informação.

O doleiro ganhou destaque na reta final da eleição, após a revista Veja trazer reportagem em que afirma que Youssef teria declarado, em delação premiada, que a presidente e candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saberiam de suposto esquema de corrupção envolvendo a Petrobras.

Dilma contestou a reportagem na sexta-feira, na propaganda eleitoral obrigatória, e disse que processaria a revista. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu direito de resposta a favor da campanha de Dilma. A Veja publicou o texto neste domingo (26) em seu site.

*Com informações da Agência Brasil e Reuters.

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