Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (25) aponta 56% das intenções de voto para Pezão e 44% para Crivella

De um lado, o governador e candidato Luiz Fernando Pezão (PMDB) tenta associar o senador licenciado Marcelo Crivella (PRB) à imagem de “testa de ferro do bispo Edir Marcedo”, líder da Igreja Universal”, da qual o senador é pastor. De outro, Crivella se esforça para ligar Pezão ao ex-governador Sérgio Cabral, que renunciou em abril deste ano após ondas de manifestações pedirem a saída dele. Em resumo, foi assim a campanha do segundo turno no Rio de Janeiro, que termina com faíscas e disputa acirrada.

Sabatina RedeTV!/iG:

- Pezão diz que ataca Igreja Universal e não os evangélicos

- Crivella diz que demitirá Beltrame e cúpula da polícia

Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) disputam no segundo turno para o governo do Rio de Janeiro
Fotos Públicas
Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB) disputam no segundo turno para o governo do Rio de Janeiro

De acordo com pesquisa Ibope divulgada neste sábado (25), Pezão tem 56% das intenções de voto e Crivella tem 44%. O resultado pré-votação mostra estabilidade em relação aos números anteriores, com o governador na frente e o senador como uma ameaça constante.

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Segurança:  Tropas federais atuarão em 15 estados no segundo turno das eleições

No primeiro turno, a eleição do Rio contou, durante a maior parte do processo, com a indecisão entre os três principais nomes – Pezão, Crivella e do ex-governador Anthony Garotinho. O atual governador terminou o primeiro turno com 40,57% dos votos. Crivella ficou com 20,26%, enquanto garotinho terminou a disputa com 19,73%.

Derrotados, Garotinho e o petista Lindenberg Farias, que ficou em quarto lugar, com 10% dos votos, resolveram apoiar o senador Crivella no segundo turno. 

No último debate entre os candidatos, no último dia 23, as acusações voltaram a dar a tônica em detrimento das propostas políticas dos dois lados. Questão essencial para o futuro governador, a segurança pública foi dos poucos temas a entrar efetivamente na pauta. Pezão defendeu o formato de UPPs e citou que elas foram responsáveis pela redução do desemprego no País. Crivella disse que manterá o programa, mas alfinetou: "Expandiram, mas sem planejamento." Durante a campanha, Crivella chamou a expansão das UPPs de "eleitoreira" e afirmou que, caso seja eleito, vai demitir o atual secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e trocar a cúpula das polícias.

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