"Mudei meu voto com o coração partido", diz ex-eleitor do PT

Por Nina Ramos , iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

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Advogado carioca admite que se decepcionou com nova postura do partido e optou por Aécio Neves no segundo turno

Em uma eleição tão passional e agressiva como esta, encontrar personagens que mudaram de ideia de última hora parecia missão quase impossível. Afinal, a polarização estava cravada e quem tinha seu candidato decidido o defendia com unhas e dentes. Mas a reta final da campanha chacoalhou certos eleitores. Foi o caso de Gutenberg Ascencio de Farias, 37 anos, que admitiu que sempre foi PT, mas digitou 45 na urna neste domingo (26).

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"Mudei o meu voto praticamente em cima da hora", fala Gutenberg, que posa para a foto com sua esposa Rosana Macedo

"Mudei meu voto praticamente de última hora. Eu sempre fui PT, sempre votei no partido buscando uma mudança social. No primeiro turno, eu fui de Marina Silva quando ela se candidatou oficialmente. Nesse segundo, escolhi a Dilma num primeiro momento, não aprovei o apoio da Marina ao Aécio, mas comecei a repensar de uma semana para cá. Um dos motivos, entre muitos outros, é que a estrutura social que o PT construiu é imediatista e não se sustenta. Mudei meu voto para Aécio com o coração partido", declarou o advogado carioca.

A capa da última edição da revista "Veja" e os boatos envolvendo o doleiro Alberto Youssef não tiveram peso na mudança de Gutenberg, segundo ele afirma. Mas pode ter influenciado certo grupo de indecisos.

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"Não mudei por escândalo nenhum. Até acredito que Youssef pode ter sido envenenado, porque ele é arquivo vivo. Mas não mudei por isso. E corrupção só muda voto da classe média alta. O que eu acho é que o País precisa de uma oxigenação democrática. O PT mudou, a questão é outra", falou.

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Os eleitores da Dilma Guilherme Dias, Flavia Moreira e seu filho, Denis Moreira

Krishna Coelho, de 40 anos, também concorda que os boatos envolvendo o nome de Youssef tiveram pouco peso neste domingo. "Acho que se mudaram o voto por conta disso, foi uma minoria muito minoria. Até acho que o fato pode ser uma ação coordenada, mas não fiz minha escolha baseada nisso", declarou

Já Flávia Moreira, de 39 anos, chamou atenção para a falta de empenho dos brasileiros: "Se isso influenciou muita gente, não sei. Mas eu tentei influenciar. Tentei ver os dois lados da moeda antes de fazer minha decisão. No primeiro turno, fui de Luciana Genro e agora, no segundo, pesquisei e li muito antes de optar por Dilma Rousseff. O povo é muito bitolado, são fechados, não entendem a coisa antes de criticar. As pessoas não sabem nem quanto é o Bolsa Família, como funciona esse tipo de programa, e já saem criticando. É preciso ler, entender, estudar, e não sair acreditando em tudo que publicam por aí".

Crianças acompanham o pai e fogem das votos em local de votação em Belo Horizonte. Foto: Andre Penner/APEm clima de Fla x Flu, eleitores fazem campanha na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Foto: Nina Ramos/iGEm clima de Fla x Flu, eleitores fazem campanha na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Foto: Nina Ramos/iGHomem passa por rua repleta de santinhos em Fortaleza, no Ceará. Camilo (PT) e Eunício (PMDB) disputam o segundo turno para o governo estadual. Foto: Marcelo Camargo/ABr Por conta das eleições, praias cariocas ficaram vazias neste domingo. Foto: Nina Ramos/iG RioMulher carrega bandeira para Dilma Rousseff pelas ruas do Rio de Janeiro neste domingo de votação . Foto: Pilar Olivares/ReutersMulher faz festa depois de votar em escola na Ceilândia, em Brasília. Foto: Eraldo Peres/APSoldado reforça a segurança em colégio eleitoral na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, no segundo turno das eleições. Foto: Leo Correa/APExército também vai às ruas em Fortaleza. No Ceará, além da votação para presidente, há disputa de 2º turno entre Camilo (PT) e Eunício (PMDB) para o governo . Foto: Marcelo Camargo/ABr Eleitora procura sua seção em colégio eleitoral no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva / Agência BrasilMulher anota números de candidatos na mão de outra em colégio eleitoral na Rocinha, no Rio de Janeiro. Foto: Silvia Izquierdo/APEleitora deficiente visual leva seu cão-guia para seção de votação neste domingo em Belo Horizonte, Minas Gerais. Foto: Sergio Moraes/ReutersEleitor Gabriel Takemoto, 24 anos, vota com camiseta de Sergio K em apoio a Aecio Neves nesta manhã em São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGEleitor exibe seu título no Colégio Otoniel Motta, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Foto: Piton/Futura PressIdosa vota na manhã deste domingo em faculdade em São Paulo. Foto: Leonardo Benassatto/Futura PressAglomeração no maior colégio eleitoral de Natal no momento da abertura das urnas neste domingo, segundo turno das eleições no Brasil. Foto: Agência BrasilHomem leva criança para votação na Rocinha, no Rio de Janeiro. Foto: Silvia Izquierdo/APEleitor usa camisa do Flamengo na votação do segundo turno das eleições no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Leo Correa/APFila de eleitores logo pela manhã deste domingo na Favela da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Leo Correa/APFila de eleitores também na Rocinha, no Rio de Janeiro. Foto: Pilar Olivares/ReutersSantinhos são espalhados pelo chão da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Os eleitores cariocas votam para presidente e para governador neste segundo turno . Foto: Pilar Olivares/Reuters


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