Para José Eduardo Cardozo, a utilização de boatos para tentar induzir os eleitores em uma última hora é deplorável

Agência Brasil

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça
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José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça


O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo lamentou e negou hoje (26), durante entrevista concedida em São Paulo, os boatos que circularam na internet de que o doleiro Alberto Youssef tivesse sido envenenado e morto na carceragem.

“Um boato que me chamou muita a atenção e me chocou é o de que algumas pessoas diziam de que o Alberto Youssef teria sido envenenado e que teria morrido. Nós sabíamos - e a Polícia Federal (PF) soltou ontem uma nota dizendo, pela terceira vez - que o Alberto Youssef tinha sido levado ao hospital. Ele é cardiopata e a própria Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] da prefeitura de Curitiba também soltou uma nota dizendo o diagnóstico. E a informação que tive hoje de manhã da Polícia Federal é que ele já estaria no quarto, devidamente acompanhado por policiais”, disse ele.

Para o ministro, o boato sobre Youssef é “inaceitável” e “deplorável”. “Acho isso profundamente deplorável. Vivemos em uma democracia e os fatos devem ser respeitados. A utilização de boatos para tentar induzir os eleitores em uma última hora de votação é absolutamente inaceitável”, falou Cardozo.

Um boletim médico divulgado pelo Hospital Santa Cruz, em Curitiba, informou que Youssef, que está internado desde a tarde de sábado (25), está consciente, lúcido e orientado, “com sinais vitais dentro da normalidade”. De acordo com o diretor clínico do hospital, Arthur Leal Neto, o doleiro deu entrada na UTI coronariana às 16h20 de ontem em função de um episódio de síncope (perda rápida da consciência), mas apresentava um quadro clínico estável, sem qualquer sinal de intoxicação.

Ontem, a Superintendência da PF em Curitiba negou a suspeita de envenenamento e informou que a internação ocorreu em função de “uma forte queda de pressão arterial causada por uso de medicação no tratamento de doença cardíaca crônica”.

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