'Foram as eleições mais tranquilas dos últimos tempos', diz presidente do TSE

Por Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

O presidente do TSE, Dias Toffoli, afirma que mesmo diante do acirramento das disputas, eleições ainda foram tranquilas

Agência Brasil
Para o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli (à esq.), as eleições de 2014 foram tranquilas

Apesar do acirramento nas disputas presidenciais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, afirmou que as eleições de 2014 foram as “mais tranquilas dos últimos tempos”.

Outros ministros do TSE também minimizaram a onda de boatos sobre a morte do doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal (PF) e que colabora com as investigações da Operação Lava Jato. “Cada um tem o direito de acreditar naquilo em que quiser...”, ponderou o ministro Luiz Fux.

+ País teve 1.733 urnas substituídas e 66 prisões neste domingo até 12h30

Aumento de representações no TSE

O presidente do TSE admitiu que houve um aumento proporcional do número de representações impetradas pelas coligações neste segundo turno, em comparação com o primeiro. No entanto, em acordo firmado entre as candidaturas de Aécio Neves (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT) durante a semana passada, as assessorias jurídicas desistiram de várias representações alegando irregularidades nas propagandas eleitorais dos candidatos.

“Do ponto de vista de julgamento em plenário, foram as eleições mais tranquilas dos últimos tempos”, avaliou Toffoli em entrevista coletiva realizada no início da tarde deste domingo.

Veja imagens do segundo turno das eleições pelo Brasil

Homem passa por rua repleta de santinhos em Fortaleza, no Ceará. Camilo (PT) e Eunício (PMDB) disputam o segundo turno para o governo estadual. Foto: Marcelo Camargo/ABr Crianças acompanham o pai e fogem das votos em local de votação em Belo Horizonte. Foto: Andre Penner/APMulher carrega bandeira para Dilma Rousseff pelas ruas do Rio de Janeiro neste domingo de votação . Foto: Pilar Olivares/ReutersMulher faz festa depois de votar em escola na Ceilândia, em Brasília. Foto: Eraldo Peres/APSoldado reforça a segurança em colégio eleitoral na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, no segundo turno das eleições. Foto: Leo Correa/APExército também vai às ruas em Fortaleza. No Ceará, além da votação para presidente, há disputa de 2º turno entre Camilo (PT) e Eunício (PMDB) para o governo . Foto: Marcelo Camargo/ABr Eleitora procura sua seção em colégio eleitoral no Complexo da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva / Agência BrasilMulher anota números de candidatos na mão de outra em colégio eleitoral na Rocinha, no Rio de Janeiro. Foto: Silvia Izquierdo/APEleitora deficiente visual leva seu cão-guia para seção de votação neste domingo em Belo Horizonte, Minas Gerais. Foto: Sergio Moraes/ReutersEleitor Gabriel Takemoto, 24 anos, vota com camiseta de Sergio K em apoio a Aecio Neves nesta manhã em São Paulo. Foto: Vitor Sorano/iGEleitor exibe seu título no Colégio Otoniel Motta, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Foto: Piton/Futura PressIdosa vota na manhã deste domingo em faculdade em São Paulo. Foto: Leonardo Benassatto/Futura PressAglomeração no maior colégio eleitoral de Natal no momento da abertura das urnas neste domingo, segundo turno das eleições no Brasil. Foto: Agência BrasilHomem leva criança para votação na Rocinha, no Rio de Janeiro. Foto: Silvia Izquierdo/APEleitor usa camisa do Flamengo na votação do segundo turno das eleições no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Leo Correa/APFila de eleitores logo pela manhã deste domingo na Favela da Maré, no Rio de Janeiro. Foto: Leo Correa/APFila de eleitores também na Rocinha, no Rio de Janeiro. Foto: Pilar Olivares/ReutersSantinhos são espalhados pelo chão da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Os eleitores cariocas votam para presidente e para governador neste segundo turno . Foto: Pilar Olivares/Reuters

A partir da próxima semana, o TSE deve fazer um esforço concentrado para julgar representações ainda pendentes dos candidatos à presidência da república. No entanto, estas representações devem resultar apenas no pagamento de multas contra as coligações.

Boatos

O presidente do TSE evitou comentar a onda de boatos relacionada à morte do doleiro Alberto Youssef. Youssef está internado desde ontem à tarde em um hospital de Curitiba. Mas, na manhã deste domingo, circulou na internet páginas de sites jornalísticos apontando para uma suposta morte do doleiro. Os boatos já foram desmentidos pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal.

“A respeito disso, nem consigo entender porque isso tem a ver com o processo eleitoral. Se alguma candidatura se sentir prejudicada com boatos, cabe ao interessado provocar a justiça eleitoral”, disse o presidente do TSE, Dias Toffoli. “Cada um tem o direito de acreditar naquilo em que quiser...”, ponderou, em seguida, o ministro Luiz Fux.

O ministro João Otávio de Noronha, corregedor eleitoral, afirma que “qualquer tormento” que perturbe o processo eleitoral preocupa o TSE e não apenas uma onda de boatos. “O desejável é que as eleições transcorram na maior harmonia possível”, ponderou o ministro Noronha.

Leia tudo sobre: eleições 2014tsedias toffoli

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas