O presidente do TSE, Dias Toffoli, afirma que mesmo diante do acirramento das disputas, eleições ainda foram tranquilas

Para o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli (à esq.), as eleições de 2014 foram tranquilas
Agência Brasil
Para o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli (à esq.), as eleições de 2014 foram tranquilas

Apesar do acirramento nas disputas presidenciais, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, afirmou que as eleições de 2014 foram as “mais tranquilas dos últimos tempos”.

Outros ministros do TSE também minimizaram a onda de boatos sobre a morte do doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal (PF) e que colabora com as investigações da Operação Lava Jato. “Cada um tem o direito de acreditar naquilo em que quiser...”, ponderou o ministro Luiz Fux.

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Aumento de representações no TSE

O presidente do TSE admitiu que houve um aumento proporcional do número de representações impetradas pelas coligações neste segundo turno, em comparação com o primeiro. No entanto, em acordo firmado entre as candidaturas de Aécio Neves (PSDB) e de Dilma Rousseff (PT) durante a semana passada, as assessorias jurídicas desistiram de várias representações alegando irregularidades nas propagandas eleitorais dos candidatos.

“Do ponto de vista de julgamento em plenário, foram as eleições mais tranquilas dos últimos tempos”, avaliou Toffoli em entrevista coletiva realizada no início da tarde deste domingo.

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A partir da próxima semana, o TSE deve fazer um esforço concentrado para julgar representações ainda pendentes dos candidatos à presidência da república. No entanto, estas representações devem resultar apenas no pagamento de multas contra as coligações.

Boatos

O presidente do TSE evitou comentar a onda de boatos relacionada à morte do doleiro Alberto Youssef. Youssef está internado desde ontem à tarde em um hospital de Curitiba. Mas, na manhã deste domingo, circulou na internet páginas de sites jornalísticos apontando para uma suposta morte do doleiro. Os boatos já foram desmentidos pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal.

“A respeito disso, nem consigo entender porque isso tem a ver com o processo eleitoral. Se alguma candidatura se sentir prejudicada com boatos, cabe ao interessado provocar a justiça eleitoral”, disse o presidente do TSE, Dias Toffoli. “Cada um tem o direito de acreditar naquilo em que quiser...”, ponderou, em seguida, o ministro Luiz Fux.

O ministro João Otávio de Noronha, corregedor eleitoral, afirma que “qualquer tormento” que perturbe o processo eleitoral preocupa o TSE e não apenas uma onda de boatos. “O desejável é que as eleições transcorram na maior harmonia possível”, ponderou o ministro Noronha.

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