Embate verbal: Dilma sofre para organizar discurso, e Aécio mostra ansiedade

Por Aretha Martins - iG São Paulo | - Atualizada às

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Político tucano leva vantagem na fluência verbal, enquanto a candidata à reeleição se mostra mais à vontade quando ataca

Dilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição pelo PT, e Aécio Neves, concorrente ao cargo pelo PSDB, mostraram diferenças claras na forma de falar com seus eleitores ao longo dos meses de campanha. A petista gaguejou em momentos dos debates e suas expressões repetidas, como "no que se refere" ou "fico estarrecida", viraram memes, as já conhecidas brincadeiras nas redes sociais. Já o tucano leva vantagem na fluência verbal, mas derrapa na agressividade e quando está ansioso.

Reuters/Ricardo Moraes
Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) no último debate do segundo turno das eleições

O iG conversou com especialistas que analisaram a postura e o discurso de Dilma e Aécio na reta final das eleições. E o tucano é melhor na oratória. "O Aécio é mais preparado que a Dilma principalmente na construção do raciocínio, com começo, meio e fim das frases. A Dilma muda muito a construção das frases e, às vezes, não termina o que estava falando", afirma Rodrigo Moreira, fonoaudiólogo e professor de oratória.

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Dilma Rousseff enfrenta ataques de Aécio Neves com ironias e cobranças

Para o cientista político Rudá Ricci, a presidente sofre para formar as palavras. "A Dilma tem uma dificuldade de articulação. Ela raciocina, mas na hora que vai verbalizar, tem uma dificuldade e se desorganiza", diz. Ricci vê aponta ansiedade como um problema para o candidato Aécio Neves, do PSDB. "Quando a Dilma está formulando uma pergunta, ele começa bem, autocontrolado, e de repente, começa a puxar o canto da boca e começa a ficar impaciente para responder", explica.

Último debate: Demonstrando nervosismo, Dilma e Aécio fazem debate equilibrado na Rede Globo

Os encontros do segundo turno das eleições foram marcados por ataques de ambos os lados. E Dilma se mostra mais à vontade quando ataca. No caso de Aécio, a ansiedade aparece ligada à agressividade. “O problema mais grave da ansiedade é errar no tom dos ataques. Aécio exagerou, por exemplo, ao reforçar a palavra leviana. Ele insistiu e ainda usou o adjetivo mentirosa”, cita Ricci.

Dilma e Aécio também apresentam posturas diferentes. O tucano olha mais para a câmera ao falar nos debates, algo elogiado por especialistas. Dilma se sai melhor em outros ambientes, quando divide o olhar entre os presentes. 

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