Eleição esvazia praias do Rio e vendedores reclamam de prejuízo

Por Nina Ramos - iG Rio de Janeiro |

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Por conta da votação, área de lazer, tradicional dos domingos, foi cancelada e vendas dos quiosques caem 50%

Nina Ramos/iG Rio de Janeiro
O vendedor Antônio Gomes, de 53 anos, do quiosque Toni do Coco, colocou o preço da bebida a R$ 4,50

O que era para ser um domingo de lucro se transformou em prejuízo. Para os vendedores da orla do Rio de Janeiro, o segundo turno das eleições trouxe queda de 50% ou mais nas vendas dos produtos nos quiosques cariocas. Isso porque a área de lazer, tradicional do último dia da semana, foi cancelada para ajudar o trânsito a fluir. Com isso, o movimento no calçadão diminui bastante.

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Carlos José Amorim, de 37 anos de idade e 15 anos de quiosque no Leblon, disse que a maioria dos pedestres da orla hoje é turista. "Sem a área de lazer fica difícil. O pessoal fica mais pra dentro (das ruas), e não na praia", falou, enquanto vendia um coco verde para um argentino.

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Raimundo Ferreira, de 56 anos, reclamou do prejuízo causado pelo esvaziamento das praias

Em Ipanema, o senhor Raimundo Ferreira, de 56 anos, reforçou o descontentamento. "Ah, minha filha... É 50% de prejuízo no mínimo. E está vazio não porque não está sol. Está quente até. É a eleição mesmo, sem a área de lazer", disse ele, que fez questão de contar que já tinha registrado o voto. "Eu espero mesmo que o país melhore. A gente deveria estar melhor, né? Todo mundo tem que pensar em mudança agora", afirmou.

E já que as vendas não andam uma maravilha, o jeito é incrementar. O vendedor Antônio Gomes, de 53 anos, do quiosque Toni do Coco, colocou o preço da bebida a R$ 4,50. "É o coco do Aécio, 45 (risos). Mas eu não mudei hoje, não. O meu preço é esse há dois anos. É o mais barato da praia", falou. "Sem brincadeira agora, já foram 12 anos de PT, né? Eu quero mudança. E estou sentindo que todo mundo no Rio também quer. A votação aqui para o Aécio vai ser histórica", disse.

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