Apesar da idade avançada e dos problemas de locomoção, idosos comparecem em peso para votar em colégio eleitoral de Higienópolis, em São Paulo

Maryvone Lima Costa, de 83 anos
Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Maryvone Lima Costa, de 83 anos

A idade avançada e os problemas de locomoção não são obstáculos para muitas pessoas exercerem seu papel de cidadão e declarar o voto nas urnas. E elas compareceram em peso à Universidade Presbiteriana Mackenzie, em Higienópolis, região central de São Paulo, neste domingo (26).

Leia: FHC compara movimento pró-Aécio com Diretas Já e diz que PSDB sai fortalecido

Aos 97 anos, a professora aposentada Rosa de Oliveira fez questão de votar. Mineira e eleitora do tucano Aécio Neves , Rosa disse que militou a favor da democracia em seu Estado natal quando era mais jovem, ao lado de Tancredo Neves, avô do candidato tucano nesta eleição: "Sempre votei no PSDB e fiz questão de votar nesta eleição".

Veja também: Lula pede tranquilidade e sugere que Youssef recebeu para "ferrar alguém"

Inês de Morais, 55 anos, filha de Rosa, conta que a mãe, que votava na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, pediu a transferência do título para a capital paulista em maio deste ano. "Ela tinha medo de que o meu irmão não viesse buscá-la para votar", diz Inês.

Rosa de Oliveira, de 97 anos, e a filha Inês de Morais, de 55 anos
Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Rosa de Oliveira, de 97 anos, e a filha Inês de Morais, de 55 anos

Fique por dentro de tudo das eleições 2014

Em outro caso de superação, a advogada ambientalista Margarida de Donato, 76 anos, que usa bengala por causa de sequelas causadas por uma quimioterapia, também diz que nunca deixou de votar. "Estou viva e lúcida. Faço questão de votar", conta. Sem declarar o voto, ela classifica como "falta de educação" as disputas entre eleitores petistas e tucanos.

Confira: Aécio é mudança como Obama, diz jovem com camiseta "Uai, we can"

Já a pensionista Maryvone Lima Costa, 83 anos, diz que vota para "mudar o Brasil". "Meu voto é um grão de areia que vai se juntar aos outros grãos", compara. "Já fui petista. Ia votar de camiseta vermelha, mas hoje venho de azul porque fiquei decepcionada com o PT, com todos os escândalos", diz. A família dela, no entanto ainda vota no Partido dos Trabalhadores. "Eles me matam se souberem que mudei", brinca.

Filas, santinhos e segurança reforçada. Veja o clima da votação do 2º turno:


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.