Com saia feita de garrafas de plástico, Arnaldo D'Ávila fazia seu protesto silencioso contra a falta de investimento e a omissão do governo estadual em relação à crise hídrica em SP

Ator e diretor Arnaldo D'Ávila faz protesto contra a falta de investimento e a omissão do governo estadual em relação à crise hídrica que atinge o Estado de São Paulo
Ana Flavia Oliveira/iG
Ator e diretor Arnaldo D'Ávila faz protesto contra a falta de investimento e a omissão do governo estadual em relação à crise hídrica que atinge o Estado de São Paulo

“É um protesto silencioso”. Foi assim que o ator e diretor Arnaldo D'Ávila definiu a forma que escolheu para votar na tarde deste domingo (26) na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em Higienópolis, na região central de São Paulo.

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Com adesivo da presidente e candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT) e um "cinto" feito com garrafas de água mineral vazias, ele disse que estava protestando contra a falta de investimento e a omissão do governo estadual em relação à crise hídrica que atinge o Estado de São Paulo.

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"Tenho que comprar água mineral para beber porque o gosto esta horrível. Hoje estava saindo para votar, vi aquelas garrafas vazias em casa e tive a ideia", conta.

Ele disse que durante o trajeto feito a pé entre sua casa, no mesmo bairro, e a universidade, as pessoas olharam curiosas e com certa reprovação, mas pareciam entender o protesto.

"Não fui hostilizado. Só um rapaz falou que ia tomar água geladinha para me provocar. Não liguei". Ele disse que votou na Dilma no segundo turno, mas fez questão de frisar que não é petista. "Foi uma questão de coerência ideológica", afirmou, tirando o adesivo do peito para ser fotografado pela reportagem. O ator e diretor contou também que foi xingado por estar com adesivos e broches do Partido dos Trabalhadores.

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