Ambulantes transformam local de votação em camelódromo

Por Ana Flávia Oliveira - iG São Paulo | - Atualizada às

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Comerciantes apostam no grande fluxo de eleitores para ganhar um extra no fim de semana

Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Mariana Paixão, 26 anos, que vendia vestidos e saias na porta da PUC-SP

Camisetas, vestidos, livros e até discos de vinil. A calçada da rua Ministro Godói, em frente a Pontífice Universidade Católica (PUC), em Perdizes, zona oeste de São Paulo, se transformou em um verdadeiro camelódromo por causa das eleições deste domingo (26). Ao todo, eram 19 barracas por volta das 10h.

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Os ambulantes apostam no grande fluxo de eleitores da PUC - mais de 13 mil cadastrados - para ganhar um extra no fim de semana.

O artesão Charlot Rego, 65 anos, espara vender ao menos 50 camisetas ao longo do dia. E a meta pode ser realmente alcançada. Nos minutos em que a reportagem conversou com ele, vários clientes fecharam negócio.

"São camisetas estilizadas com artes e engajadas. O produto agrada o público da PUC", diz Rego, que vende cada peça a R$ 45.

Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Comerciante vende camisetas na PUC-SP, onde eleitores votam

Antes de montar a barraca em frente a escadaria principal da universidade, Rego foi cumprir a obrigação com o voto e agora trabalha com adesivo na candidata Dilma Rousseff no peito e na bolsa que traz a tiracolo. "Votei na Dilma porque ela teve preocupação com a questão social e com a educação. Tivemos avanços importantes nestas áreas", analisa.

Na barraca vizinha, o também artesão Paulo César Tonon, 35 anos, diz que trocou as vendas na cidade de São Sebastião, litoral norte do Estado, para vender suas bijouterias na porta da PUC. "Eu tinha que descer porque eu voto e trabalho lá aos domingos, mas meu carro quebrou na sexta e eu vim para cá para não perder o dia", diz, sem projetar vendas para o fim do dia.

Ele diz esperar uma vitória da presidente Dilma Rousseff (PT), que aparece a frente do tucano Aécio Neves nas últimas pesquisas de intenção de voto. "Artesão vota no PT porque foi o único partido que olhou para gente. O prefeito [Fernando Haddad] liberou para gente trabalhar rua e no passado a gente era perseguido", afirma.

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Aécio Neves vota em Belo Horizonte ao lado da mulher Letícia Weber por volta de 10h30 da manhã deste domingo. Foto: Sergio Moraes/ReutersDilma Rousseff vota na manhã deste domingo em Porto Alegre por volta de 8h40 da manhã. Foto: Felipe Dana/APDilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição, bebe chimarrão antes de votar na manhã deste domingo em Porto Alegre. Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Depois de votar, Aécio Neves, que disputa a Presidência pelo PSDB, faz pose com seu número para os fotógrafos. Foto: Valter Campanato/ABrAécio registra seu voto e posa para fotos com mesária em sua seção de votação em Belo Horizonte. Foto: Andre Penner/APAinda bebendo chimarrão, Dilma Rousseff exibe comprovante de votação. Foto: Felipe Dana/ APDilma ganha beijo de Tarso Genro, que disputa o segundo turno do governo do Rio Grande do Sul, em colégio eleitoral. Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13Aécio posta foto em seu Instagram ao lado da mulher Letícia no caminho para votação deste domingo. Foto: Instagram/aecionevesoficialDepois de votar em Porto Alegre, Dilma Rousseff embarca em avião da FAB e vai para Brasília, de onde irá acompanhar a apuração. Foto: Felipe Dana/APAécio faz festa com eleitores depois de votar em Belo Horizonte na manhã deste domingo. Foto: Washington Alves/ReutersAécio dá entrevista coletiva em Belo Horizonte depois de votação. Mais uma vez, Letícia, mulher do candidato, acompanha o político . Foto: Twitter/Aecio nevesDilma é abraçada por eleitora que a esperava na casa de Tarso Genro, candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PT. Foto: Edison Vara/ReutersAntes de votar, Dilma Rousseff tomou um café da manhã com políticos do PT em Porto Alegre. Tarso Genro, que concorre ao governo do RS, estava presente. Foto: Fernando Teixeira/Futura PressMarina Silva posa ao lado de familiares antes de votação. Ela chegou a Rio Branco, no Acre, na noite de sexta-feira. Foto: Facebook/Marina SilvaEx-presidente Lula vota na Escola Estadual José Firmino Correia De Araújo em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressLula conversa com eleitores em seu colégio eleitoral em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Foto: Nelson Antoine/APEx-presidente Fernando Henrique Cardoso vota em São Paulo, no bairro de Higienópolis. Foto: Vitor Sorano/iGJofran Frejat, que disputa o segundo turno do governo do Distrito Federal pelo PP, sorri depois de votar em Brasília. Foto: TV Brasil/Agência BrasilEunício Oliveira (PMDB), que concorre no segundo turno do governo do Ceará, posa para fotos depois de votar em Fortaleza. Foto: Marcelo Camargo/ABr Paulo Maluf vota em São Paulo e declara apoio a Dilma Rousseff na eleição para Presidente. Foto: Leonardo Benassatto/Futura PressMichel Temer, candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff, vota logo pela manhã em São Paulo. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloMichel Temer, vice na chapa de Dilma Rousseff para presidência, vota nesta manhã em São Paulo. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloPrefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes vota no Gávea Country Club, em São Contado. Foto: jose lucena/Futura PressGabriel Chalita, um dos deputados mais bem votados de São Paulo, vota em Higienópolis, bairro da zona oeste. Foto: Vitor Sorano/iG

A mineira Mariana Paixão, 26 anos, que vendia vestidos e saias na porta da PUC, também declarou voto na presidente. "Sei que Aécio não fez um bom governo lá". Ela diz esperar faturar aproximadamente R $ 1.500 até o fim do dia. "No primeiro turno não vim, mas minha tia, que também vende vestidos, disse que foi bom".

A expectativa também é boa no setor de alimentos. Na calçada, havia barracas de hot dog e lanches, água de coco, pipoca e até mesmo acarajé, bolinho típico da Bahia.

O pipoqueiro Edson Pereira Coelho, 31 anos, que trocou a folga pelo domingo de trabalho, espera faturar R$ 500 vendendo pipocas doces e salgadas em embalagens de R$ 5 e R$ 10.

Sobre o processo de votação, ele diz que "há anos nao chega perto de uma urna".
"A decepção com a roubalheira e sujeira é tão grande. Cada dia fico mais estarrecido". Apesar de deixar de votar, Coelho diz acompanhar a política nacional.

Tranquilidade

O movimento era tranquilo na PUC, na manhã deste domingo. Parte dos eleitores usavam adesivos do PSDB nas roupas. Alguns eleitores aecistas apareceram também com camisetas da seleção brasileira.

A reportagem acompanhou o diálogo entre eleitores dos dos candidatos, que teve um xingamento, mas não evoluiu para uma discussão.

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