Jaques Wagner nega convite para ministério da Fazenda

Por Nina Ramos - iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Governador da Bahia, que prestigiou debate na TV Globo, afirma: "não tenho hábito de botar o pé naquilo que não domino"

O governador da Bahia Jaques Wagner (PSDB) rejeitou a ideia de se tornar ministro da Fazenda caso a presidente Dilma Rousseff (PT) seja reeleita neste domingo. 

Nina Ramos/iG Rio de Janeiro
Governador da Bahia Jaques Wagner acompanhou o último debate das eleições nesta sexta

Leia mais: Dilma Rousseff enfrenta ataques de Aécio Neves com ironias e cobranças

Demonstrando nervosismo, Dilma e Aécio fazem debate equilibrado

Último bloco do debate da TV Globo é o mais propositivo

Dilma critica Aécio sobre falta d'água em SP; e tucano questiona sobre mensalão

Dilma e Aécio falam de propostas e combate à corrupção

"Isso [ser ministro da Fazenda] é ridículo. Eu não tenho hábito de botar o meu pé naquilo que eu não domino. Tem que ser obrigatoriamente um profundo conhecedor de todo o sistema de mercado. Eu declinaria”, disse o mandatário baiano nos bastidores do último debate entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) exibido na noite desta sexta-feira (24) pela TV Globo.

Wagner também relatou um incidente ocorrido nessa semana num restaurante da capital paulista, quando foi atacado verbalmente por um cliente.

Veja imagens do debate na TV Globo:

Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) participaram na noite desta sexta-feira (24) de um debate presidencial na Rede Globo. Foto: Reuters/Ricardo MoraesDilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) participaram na noite desta sexta-feira (24) de um debate presidencial na Rede Globo . Foto: ReproduçãoAécio e Dilma posam juntos pouco antes do debate da Globo . Foto: ReutersDilma adotou uma postura menos agressiva do que o adversário tucano . Foto: ReutersOs presidenciáveis também puderam responder as perguntas de eleitores indecisos . Foto: ReproduçãoOs eleitores indecisos que fariam as perguntas foram sorteados na hora pelo apresentador Willian Bonner . Foto: ReproduçãoDilma recebe água durante intervalo do último debate da TV Globo antes do segundo turno. Foto: AP Photo/Silvia IzquierdoAécio Neves aproveitou o intervalo do debate para consultar suas anotações; ele adotou uma postura mais agressiva no encontro . Foto: AP Photo/Silvia IzquierdoDilma  lidera  a corrida presidencial tanto no Ibope quanto no Datafolha . Foto: ReproduçãoAécio começou  a corrida presidencial no segundo turno em primeiro, mas perdeu a liderança para Dilma . Foto: ReproduçãoAécio Neves antes do início do debate presidencial da TV Globo. Foto: Marcos Fernandes/PSDB - 24.10.14


"Eu nunca tinha visto aquilo. Acho que a democracia é espaço do contraditório obrigatoriamente e a gente tem que se respeitar. Eu não conheço o cara, estou jantando com minha família, comemorando um aniversário e quando estou saindo o cara disse 'vai embora daqui'. Por um momento fiquei parado, e ele falou de novo. Aí fui obrigado a dizer 'controle sua bebida ou seu preconceito. Você está fazendo uma imbecilidade'. Daí a mulher dele veio pedir desculpa, disse que ele estava bêbado. O que quero dizer é que para ninguém é dado o direito de afrontar os outros. Eu morro de medo desse negócio, porque preconceito você sabe como começa, mas não como termina. Na Bahia, a gente não vive isso, agora em São Paulo, realmente...", lamentou.


Erros, acertos e tolerância

O governador baiano resumiu que entre erros e acertos, seu partido deu uma contribuição positiva para o País. "Se você for colocar em uma balança erros e acertos, eu acho que tranquilamente o saldo de contribuição do PT para o país é positivo. Teve problemas, como todo partido tem, mas é positivo. A gente não colocou o país para baixo, botou o país para cima".

Jaques Wagner reclamou que o tucano Aécio Neves sempre aposta na estratégia de que o PT dividiu o Brasil e defendeu que o partido, em especial o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adotaram uma postura conciliadora para com o país.

"Eu não me lembro no governo do presidente Lula ele verbalizar, ao defender uma política que favoreça os mais pobres, ele verbalizar algo contra os ricos. Na verdade, é o contrário. Ele foi um grande conciliador. Ricos enricaram, e pobres melhoraram. Isso não é retórica. Você pega a pirâmide social brasileira, ela encurtou embaixo, engordou no meio e engordou em cima também. A classe A cresceu, ou seja, tem mais gente mais rica. Então, nós nãos dividimos. O pessoal fica falando do Nordeste... O Nordeste era uma região muito deprimida, e evidentemente com uma política de subida do piso, lá o reflexo foi muito mais forte. Foi por isso que o setor de supermercado, por exemplo, cresceu muito mais no Nordeste do que em outras regiões. Então, já tem seis, oito anos que o setor bem crescendo acima da média".

Wagner também adotou um discurso de tolerância com os tucanos. "Eu reconheço o trabalho do PSDB. Ninguém inventou o Brasil, acho que todo mundo dá uma contribuição. Os caras deram a contribuição da estabilidade, da responsabilidade fiscal, do real, do combate à inflação, que a gente incorporou e não podia ser diferente. Isso é valor da sociedade, não do PT ou do PSDB. Eu sou contra esse maniqueísmo de achar que você ganha uma eleição destruindo o outro candidato".

Por fim, o mandatário baiano destacou que as pesquisas internas do PT dão como certa a reeleição da presidente Dilma Rousseff no próxima domingo.

"Eu acho que ela vai ganhar domingo. Pelo menos são os números que a gente tem. A de hoje foi 55% contra 45%. Está muito alinhado com as duas últimas pesquisas que foram divulgadas", encerrou.

Leia tudo sobre: Jaques WagnerPTBahiaEleições 2014Dilma RousseffAécio NevesPSDB

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas