Denúncia partiu de edição da revista Veja, que teria tido acesso à delação premiada do doleiro Alberto Yousseff

Em entrevista coletiva após o último debate da eleição presidencial exibido pela TV Globo nesta sexta-feira (24), a presidente Dilma Rousseff (PT) sublinhou que sua campanha não foi financiada com recursos de caixa dois. 

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"Eu te asseguro que na minha campanha não foi usado dinheiro de caixa dois. Não existe esse 'se' na minha vida. Te asseguro", disse a presidente.

Presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, durante coletiva na TV Globo após debate
Nina Ramos/iG Rio de Janeiro
Presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, durante coletiva na TV Globo após debate

A denúncia foi veiculada pela revista Veja, que foi às bancas nesta sexta-feira e, em reportagem de capa, informou que teve acesso ao depoimento do doleiro Alberto Yousseff, que teria afirmado que tanto a presidente quanto seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, sabiam das irregularidades na Petrobras e que dinheiro da estatal teria abastecido campanhas eleitorais.

"Todos os partidos têm gente boa e ruim. Doa a quem doer, todos que cometeram irregularidade pagarão", finalizou a presidente sobre o tema.

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Projetando o ano de 2015 no plano econômico, Dilma minimizou que, se eleita, terá um ano de grandes dificuldades e que a perspectiva é de uma retomada do crescimento. "Não acredito que tenhamos ano tão difícil como a oposição declara. O Brasil teve nesse segundo semestre uma recuperação. Concordo se considerar o quadro internacional preocupante. Os países que o adversário tanto fala, que estão em excelentes condições, começaram a sofrer queda no preços da commodities minerais, grãos e petróleo".

Veja galeria de imagens do debate da TV Globo:

A presidente disse que o pessimismo difuindido ao longo da campanha eleitoral acabaram contribuindo para que um evento da grandeza da Copa do Mundo fosse subestimado. "Os próximos meses a situação deve ser bem mais favorável do que tivemos ao longo desse ano. Até porque houve um comprometimento de expectativas que derivam do ano eleitoral", projetou. "E derivam de um certo pessimismo que foi sistematicamente difundido. Até na Copa do Mundo, quando se disse que não ia ter Copa, e também na própria economia. Temos indicadores interessantes nos últimos meses, acredito que teremos retomada, ainda moderada, mas uma retomada."

Ainda no campo dos eventos esportivos, a candidata à reeleição rechaçou que as obras da Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro venham a sofrer atrasos. 

"Se entendi direito, voltou a discussão se vamos ter investimentos de infra-estrutura a tempo para as Olimpíadas? Teremos", disse Dilma ao responder a um jornalista chinês. "O Comitê Olímpico Internacional reconhece a estrutura em dia, inclusive com participação efetiva governo federal e do governo e Prefeitura do Rio de Janeiro. Teremos assim como tivemos as Olimpíada. Aliás, a Copa (faz uma pausa). É o adiantado da hora que faz com que a gente cometa esses atos falhos", brincou. "O que estava dizendo é que, assim como na Copa, nós faremos as Olimpíadas".

Quando a assessora interrompeu a entrevista, aos 10 minutos, a petista voltou a brincar. "Eu acho que vocês estão com essa mania de tempo".

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