'A remoção será imediatada', diz tucano, acusando governos do PT de protagonizarem 'os maiores escândalos da História'

O presidenciável Aécio Neves (PSDB) prometeu neste sábado (25) demitir imediatamente a diretoria da Petrobras caso seja eleito.

“A remoção da diretoria da Petrobras é imediata. Vamos privilegiar funcionários de carreira e vamos profissionaliza-lá. E isso serve para bancos públicos e outras grandes outras empresas nacionais. No meu governo será o resgate da meritocracia, da qualidade da gestão pública. Vamos governar com metas que buscam a qualificação do setor público e dos serviços públicos em especial", disse o tucano, logo após o debate da TV Globo.

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Alvo de investigação por desvios de recursos em contratos com fornecedores, a Petrobras foi a principal arma de Aécio contra Dilma Rousseff (PT) durante a campanha eleitoral.

Aécio Neves participou de coletiva de imprensa após o debate na TV Globo
Nina Ramos/iG Rio de Janeiro
Aécio Neves participou de coletiva de imprensa após o debate na TV Globo

A petista presidiu o conselho de administração da empresa no período em que Paulo Roberto Costa, preso e investigado pela Polícia Federal por suspeita de operar os desvios, foi diretor da estatal.

"Lamentavelmente, esse governo da presidente Dilma será marcado como um governo que protagonizou um dos maiores escândalos da história recente do Brasil. Eu posso afirmar que será lembrado como o ciclo de governo com os maiores escândalos de corrupção da nossa História", disse Aécio.

O tucano ainda criticou a campanha da adversária, responsabilizando-a por transformar a atual eleição na "eleição da intolerância, da ofensa e da mentira."

Aceno à China e combate à inflação

Em resposta a um questionamento de Aécio sobre a China, o tucano disse que possivelmente o país será o destino de uma de suas primeiras viagens internacionais caso se torne presidente.

"A China é o mais importante parceiro comercial que o Brasil tem e quero que essa relação seja mais qualificada. Eu sempre incentivei as parcerias bilaterais para fazer o País crescer. Tivemos uma relação com víes ideológico. Vamos manter a relação com nossos vizinhos, mas quero ampliar com outras regiões do mundo. Na Ásia isso será fundamental, e a China no meu governo terá um tratamento prioritário."

Aécio ainda se comprometeu em levar a inflação para o centro da meta de 4,5% - hoje o índice está acima do teto, que é de 6,5% - "num primeiro momento" e depois reduzi-la para "algo em torno de 3%."

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