PSDB aposta em ausências e no desempenho de Aécio em último debate

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Tucanos acreditam que má performance de um candidato no debate da TV Globo, nesta sexta-feira, pode significar a perda de até dois milhões de votos de um para o outro

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Políticos do PSDB não escondem a torcida pela abstenção na eleição no próximo domingo, principalmente no Norte e Nordeste do País. O não comparecimento de eleitores às urnas costuma ser maior nessas regiões, nas quais a candidata do PT, a presidenta Dilma Rousseff, leva grande vantagem sobre o candidato do PSDB, Aécio Neves.

Pesquisa: Dilma chega a 53% contra 47% de Aécio, mostra Datafolha

Nas eleições presidenciais de 2010, o índice de não comparecimento no segundo turno foi de 21% na região Sudeste. No Nordeste foi de 23% e no Norte, repetiu-se o mesmo índice. A maior abstenção foi registrada no Pará: 26,79%. Nessas regiões, eleitores de áreas rurais têm dificuldades para chegar aos locais de votação. A direção do PT não esconde essa preocupação.

Divulgação/PSDB
Ao lado da filha, Aécio Neves (PSDB) concedeu entrevista coletiva e minimizou avanço de Dilma

O presidente do PT, Rui Falcão, encaminhou ofício ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando o cumprimento da lei 6.091/74, que garante o oferecimento de transporte, pela Justiça Eleitoral, para os eleitores de zonas rurais. O presidente do TSE, Dias Toffóli, ficou de analisar o pedido.

Nas pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas ontem, pela primeira vez no segundo turno Dilma apareceu com vantagens sobre Aécio fora da margem de erro. No Ibope, Dilma tem 54% dos votos válidos contra 46% de Aécio, e no Datafolha, 53% a 47%. Para o presidente do PSDB de São Paulo, Duarte Nogueira, a ausência de dilmistas nas urnas é um dos fatores capaz de reverter esse quadro.

Coletiva: Aécio minimiza vantagem da adversária Dilma nas pesquisas

“E o nosso eleitor, que quer a mudança, é mais aguerrido”, garante. Outra aposta dos tucanos é no debate de hoje na Rede Globo. Aecistas acreditam que a má performance ou eventual deslize de um candidato no debate pode resultar na transferência de até dois milhões de votos de um para o outro na reta final.

Pires na mão

O empresário Paulo Skaf, candidato derrotado do PMDB ao governo de São Paulo, está passando o chapéu entre colegas da Fiesp para pagar dívidas de campanha. Skaf já fez um jantar para arrecadar fundos e organiza outro, na segunda-feira, no Rubayat Figueira, nos Jardins.

Símbolo político

Um dos coordenadores do ato pró-Dilma no Tuca, Marco Aurélio Carvalho, da área jurídica do PT, diz que o teatro da PUC-SP dá sorte para a petista. Segundo ele, foi após o evento em apoio a Dilma no local, às vésperas do segundo turno em 2010, que a candidata “deu a arrancada para a vitória”.

Boato velho

Reeleito, o deputado e pastor Marcos Feliciano (PSC-SP) gravou um vídeo pró-Aécio. Nele, desenterra o boato de que, segundo a revista Forbes, Lula e seu filho teriam a oitava maior fortuna do País, o que já foi desmentido pela própria publicação. E desfere outras acusações sem provas contra o partido de Dilma.

O ministro que nunca foi do Governo Lula

Ao divulgar as manifestações de anteontem, a assessoria da campanha de Aécio Neves deu destaque à participação do jurista Miguel Reale Junior, apresentado como ministro do Governo Lula. Filho de um dos ideólogos do integralismo, o também jurista Miguel Reale, Reale Junior foi um dos nove ministros da Justiça de Fernando Henrique Cardoso. E não teve qualquer participação no governo petista. É militante histórico do PSDB e já havia ocupado cargos importantes nas gestões de Franco Montoro e Mário Covas no governo paulista.

Miguel Reale Junior não é Reali Júnior

A equipe do presidenciável tucano não tropeçou apenas na história. O nome do jurista foi grafado Reali (e não Reale), talvez numa confusão com o nome do jornalista Reali Júnior, morto em 2011, respeitado correspondente em Paris de jornais e rádios brasileiras e pai da atriz Cristiana Reali. Os dois erros acabaram sendo repetidos em algumas publicações.

“Trabalhador formal é uma elite. Não uma elite no mau sentido, no sentido de que tem profissão, estudo, formação e capacitação profissional. Isso é elite”.

Alberto Goldman (PSDB), ex-governador de São Paulo, ao dizer que excluídos e dependentes estão com Dilma e a elite com Aécio.

*com Leonardo Fuhrmann

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