Tema da corrupção acirrou ânimos no palco e na plateia durante debate da TV Globo

No segundo bloco do debate da TV Globo, eleitores indecisos dirigiram perguntas aos candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) obrigando, em tese, os candidatos a focar em propostas. No entanto, os ataques entre os postulantes ao Planalto voltaram a se atacar.

Candidatos ao Planalto participam do debate da TV Globo
Reprodução
Candidatos ao Planalto participam do debate da TV Globo

Quando o tema da corrupção foi sugerido por um eleitor, Dilma elencou como medidas que a prática de caixa 2 será considerada crime eleitoral, que servidor que enriquecer sem mostrar origem do dinheiro perca o bem e seja processado, além de acelerar julgamentos nos tribunais superiores. “Vamos ter um conjunto de medidas para a punição daquele que foi o corrupto e ao corruptor”, resumiu Dilma.

Aécio se opôs à tese destacando que as propostas elencadas por Dilma já estão no Congresso há tempos que “não houve preocupação do PT no combate à corrupção”. Como solução, enfatizou: “temos que tirar o PT do governo”.

Veja imagens do debate da TV Globo:


Ao retomar a palavra, a petista enfatizou que todos os denunciados por corrupção em governos do PSDB continuam soltos e que seu governo não teve um "engavetador geral da República". Como Dilma avançasse no tempo da resposta, tucanos e petistas se enfrentaram na plateia entre vaias e aplausos.

Entre os outros temas do debate, habitação foi destacada por outro eleitor. Dilma destacou que o Minha Casa Minha Vida é um programa que "só o governo do PT é o mais competente para fazer" e enfatizou que 3,7 milhões de novas residências serão contratadas.

Por sua vez, Aécio confundiu o número como se Dilma já tivesse entregue as residências a serem contratadas dizendo que o governo não entregara aquele número. Dilma, por fim, esclareceu que foram entregues 1,8 milhões de unidades do Minha Casa Minha Vida em sua gestão.

Nas propostas voltadas aos aposentados, Aécio disse que, se eleito, irá rever o Fator Previdenciário. Dilma, com ironia, disse que o fator fora criado no governo Fernando Henrique Cardoso, maior patrocinador da candidatura do mineiro ao Planalto.

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