Petista diz ser uma "vergonha" que Estado mais rico do País esteja em crise de abastecimento; adversário culpa União

A falta d'água em São Paulo foi usada por Dilma Rousseff (PT) para atacar Aécio Neves (PSDB) no terceiro bloco do último debate presidencial, promovido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (24).  O tucano atribuiu parte da culpa à  União.

"Eu quero saber como o senhor enxeger esssa questão da água em São Paulo", disse Dilma. " Não planejar no Estado mais rico do País é uma vergonha."

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A presidente ainda ironizou a situação recorrendo a uma piada do humorista José Simão, arrancando aplausos da plateia.

"Em São Paulo, vão criar o programa 'Meu Banho, Minha Vida'".

Aécio acusou a União de não auxiliar o governo paulista durante a maior crise hídrica dos últimos 80 anos, e criticou o loteamento da ANA (Agência Nacional de Águas) pelos governos do PT.

"Infelizmente, nós não tivemos a parceria da ANA ", disse. "Esse aparelhamento da máquina pública é a face mais perversa do seu governo e do governo anterior."

O tucano ainda revidou o ataque com o mensalão. Questionou Dilma sobre José Dirceu, ex-presidente do PT condenado no caso.

"O senhor José Dirceu foi punido adequadamente?" questionou.

Em resposta, Dilma questionou Aécio sobre o fato de Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB, ter renunciado ao cargo de deputado federal para que seu julgamento no caso do mensalão mineiro voltasse à primeira instância, adiando a decisão.

Os candidatos ainda discutiram agricultura familiar, Prouni, Enem e propostas para reforma política. Aécio prometeu o fim da reeleição com mandatos de cinco anos e Dilma defendeu o fim do financiamento empresarial de campanhas eleitorais.

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