Pesquisa mostra ainda que 71% dos entrevistados critica a agressividade nas eleições. Veja todos os dados abaixo

Clique na imagem e veja a evolução dos candidatos nos votos totais do segundo turno
Reprodução

A agressividade esteve presente em toda a campanha na corrida presidencial dessas eleições. Nos primeiros debates do segundo turno, por exemplo, Dilma Rousseff, presidente e candidada a reeleição pelo PT, e Aécio Neves, candidato do PSDB, trocaram diversas acusações na televisão. E, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quarta-feira (22), os eleitores consideram o tucano o mais agressivo. 

Pesquisa nacional: Dilma tem 52% e Aécio, 48% dos votos válidos, aponta Datafolha

36% dos entrevistados disseram que Aécio Neves é o mais agressivo neste segundo turno, contra 24% para Dilma Rousseff. Para 32% dos eleitores, os dois se destacam nesse aspecto. 1% disse que nenhum é agressivo e 7% não souberam responder. 

Leia também: Agressividade no debate foi rejeitada pelos eleitores, sugere petista

Em debate, Aécio adota tom suave para atacar Dilma sem ser agressivo

Perguntandos se o a agressividade faz parte da campanha, 71% disseram que não e se colocaram contra esse clima de embate. Já 27% resposderam que sim. 

Veja fotos dos presidenciáveis em campanha no segundo turno das eleições:


Economia e outros aspectos

A pesquisa Datafolha ainda ouviu os eleitores sobre economia e apontou que os brasileiros não estão mais tão pessimistas sobre o assunto. 31% continuam achando que a inflação vai aumentar, entretanto, esse índice é menor que o registrado em setembro (50%) e em abril (64%). Ainda sobre o tema, 35% disseram que a inflação ficará como está; e 21%, que a inflação vai diminuir.

Além disso, para 44% dos entrevistados, a economia brasileira vai melhorar. 33% acham que vai ficar como está e apenas 15% pensam que vai piorar. 

Sobre  desemprego, 33% acham que vai ficar estável; 31%, reduzir; e 26%, aumentar. 

O Datafolha ouviu 4.355 eleitores no dia 21 de outubro em 256 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01160/2014.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.