O que pode mudar na política econômica se Dilma Rousseff vencer?

Por BBC |

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Tanto economistas críticos quanto alinhados ao governo disseram não apostar em um ajuste radical na economia

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"Governo novo, ideias novas", diz o lema da campanha do PT - e a presidente Dilma Rousseff já anunciou que a política econômica é uma das áreas em que devem ser feitos ajustes caso ela seja reeleita.

"Vai haver mudanças porque eu acho que o país se preparou para essas mudanças", disse a candidata ao jornal O Estado de S. Paulo.

Ichiro Guerra/ Dilma 13
Dilma Rousseff já afirmou que fará mudanças na área econômica

A promessa é feita em meio a uma escalada de críticas à política econômica e em um ambiente de deterioração das relações do governo com setores empresariais.

Também é, em parte, uma resposta aos ataques da oposição, que tem explorado a desaceleração do crescimento e o fato de a inflação estar no teto da meta definido pelo Banco Central (BC) - de 4,5% com tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Analistas do mercado esperam um crescimento de apenas 0,27% este ano, e o governo também reduziu suas previsões de 1,8% para 0,9% no mês passado.

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Mas, afinal, o que pode mudar na economia se o PT ganhar a votação do dia 26? Deve haver uma correção estrutural de rumos - ou apenas ajustes em uma ou outra área?

Mudança

Consultados pela BBC Brasil, tanto economistas críticos quanto alinhados ao governo disseram não apostar em um ajuste radical. E, até o momento, a única mudança confirmada parece dizer respeito à saída do titular da pasta da Fazenda.

Segundo a presidente, o atual ministro, Guido Mantega, não permanecerá no cargo por "razões pessoais". Mas há algum tempo Mantega vinha sendo alvo de críticas de um grupo cada vez maior de economistas, investidores e entidades empresariais - e a desaceleração da economia, em plena corrida eleitoral, aumentou a pressão por sua saída.

Acredita-se que dois outros nomes fortes da Fazenda também possam ser substituídos: o secretário do Tesouro, Arno Agustin, e o secretário de Política Econômica, Marcio Holland, que recentemente sugeriu que os brasileiros deveriam substituir o consumo de carnes por ovos e frango, o que colocou a presidente em uma saia justa.

"Jamais (daria esse conselho), porque acho que as pessoas têm direito de comer carne, ovo e frango", corrigiu Dilma.

Novo ministro

Entre os nomes cotados nas últimas semanas para substituir Mantega estão o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda e atual professor da FGV, Nelson Barbosa, que deixou a pasta em 2013, após divergir sobre a condução da política econômica com o atual ministro.

Pesquisas:
- Dilma ultrapassa Aécio, mas empate técnico permanece, segundo Datafolha
- Vox Populi tem novo empate técnico: Dilma vai a 52% contra 48% de Aécio

Barbosa teria uma boa relação com a presidente e com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas tem negado que pretenda voltar ao governo.

Outro nome sobre o qual se tem especulado é Otaviano Canuto, secretário de Assuntos Institucionais do governo Lula e consultor do Banco Mundial. Canuto, porém, disse à BBC Brasil não ter sido contactado sobre uma proposta nesse sentido.

"Soube disso (das especulações) pelos jornais. Enquanto funcionário do Banco Mundial, não comento questões políticas em qualquer de nossos países membros."

Há quem levante a possibilidade do atual ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante, assumir a Fazenda, já que ele é uma espécie de braço direito da presidente e costuma ser ouvido por ela em temas econômicos.

Outro que estaria sendo cotado é o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que, apesar de ser associado à polêmica estratégia de criação de "campeões nacionais", tem bom trâmite entre empresários.

Em algum ponto também se chegou a especular sobre a substituição de Mantega pelo atual presidente do BC, Alexandre Tombini, embora hoje se considere mais provável que ele continue à frente da autoridade monetária.

"O ideal seria que a pasta fosse assumida por algum empresário ou alguém com bom trânsito entre setores empresarias para reforçar a interlocução nessa área", acredita Luiz Gonzaga Belluzzo, que foi conselheiro econômico de Lula e professor de Dilma.

"A presidente precisa de um anti-Armínio Fraga, alguém que não seja ligado ao mercado financeiro", completa, referindo-se ao ex-presidente do BC escolhido pelo candidato Aécio Neves para ser seu ministro da Fazenda caso seja eleito.

Veja fotos de Dilma Rousseff em campanha nas eleições: 

Dilma recebe apoio de jovens e artistas em evento em Itaquera, zona leste de São Paulo (20/10). Foto: Divulgação/PTAtor Henri Castelli vai a evento de apoio a Dilma Rousseff em São Paulo (20/10). Foto: Divulgação/PTNegra Li também participa de ato de apoio a Dilma em São Paulo (20/10). Foto: Divulgação/PTDeputado federal pelo PSOL, Jean Wyllys é mais no ato de apoio a candidata do PT na capital paulista (20/10). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff tira uma selfie com eleitora em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro (20/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma foi a primeira a fazer perguntas no debate da noite deste domingo na Record (19/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma chega para o debate da Record, o terceiro encontro com Aécio no segundo turno das eleições (19/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma participa de entrevista coletiva em São Paulo neste domingo (19/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Eleitores tentam se aproximar de Dilma em ato de campanha em Curitiba, no Paraná (17/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma cumprimenta eleitores em agenda de campanha em Florianópolis (17/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma participa de ato de apoio aos professores em São Paulo (15/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidenciáveis Dilma e Aécio trocam cumprimentos depois do debate (14/10). Foto: APDilma e Aécio durante o primeiro debate do segundo turno das eleições, na Band (14/10) . Foto: ReutersDilma Rousseff (PT) chega a Rede Band para participar do debate presidencial (14/10). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressDilma dá entrevista coletiva em São Paulo antes do primeiro debate na TV no segundo turno das eleições (14/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13No dia das crianças, Dilma visita Centro Educacional Unificado (CEU) Jambeiro, em Guaianases, São Paulo, e assiste à apresentação de ginástica (12/11). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Fernando Pimentel, governador eleito em Minas, faz carreata com Dilma Rousseff em Contagem e ataca de fotógrafo (11/10). Foto: Ichiro Guerra/PTEleitores se apertam para chegar perto de 
Dilma Rousseff depois de caminhada e carreata na cidade mineira de Contagem (11/10). Foto: Ichiro Guerra/PTMarcelo Crivella, que concorre ao segundo turno do governo do Rio de Janeiro contra Pezão, faz campanha por Dilma em São João de Meriti (10/10). Foto: Edvaldo Reis/Crivella 10Dilma participa de ato de mobilização com prefeitos e representantes dos movimentos sociais em Alagoas (9/10). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma ganha uma rosa de criança manhã de campanha pelo segundo turno das eleições em Salvador (9/10). Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13Dilma conversa com garotinha em encontro com apoiadores em Salvador, na Bahia (9/10). Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13Dilma tem encontro com apoiadores e partidários no museu do ritmo em Salvador, na Bahia, na manhã desta quinta-feira (9/10). Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13Presidente Dilma cumprimenta eleitores em ato político com lideranças e prefeitos em Teresina (PI) (08/10). Foto: Divulgação/PTPresidenciável Dilma Rousseff (PT) e seu vice, Michel Temer (PMDB), se reúnem com governadores e senadores eleitos  (07/10). Foto: Allan Sampaio/iG Brasília Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, se reúne com governadores e senadores eleitos (07/10). Foto: Allan Sampaio/iG Brasília Um dia depois das eleições, Dilma Rousseff, que disputa o segundo turno com Aécio Neves, recebe jornalistas em Brasília (6/10). Foto: Cadu Gomes/ Dilma 13Dilma chega para coletiva de imprensa depois do resultado do primeiro turno das eleições ao lado de Michel Temmer, vice em sua chapa para a Presidência (5/10). Foto: Agência BrasilPresidente e candidata Dilma Rousseff fala com a imprensa após apuração de votos que a levou para o segundo turno com Aécio Neves (5/10). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma volta para Brasília depois de votar em Porto Alegre (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma, na companhia do neto Gabriel, pega voo para Brasília depois de votar em Porto Alegre (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição pelo PT, vota na manhã deste domingo em Porto Alegre. Ela foi a primeira presidenciável a votar (5/10). Foto: Felipe Dana/APTarso Genro, candidato do governo do Rio Grande do Sul pelo PT, acompanhou Dilma Rousseff na votação (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersV da vitória de Dilma Rousseff na urna em Porto Alegre (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma exibe comprovante de votação (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma acena ao deixar o local de votação em Porto Alegre. A presidente e candidata à reeleição pelo PT passará a tarde e irá acompanhar a apuração em Brasília (5/10). Foto: Felipe Dana/APNo dia da eleição, presidente e candidata à reeleição pelo PT Dilma Rousseff toma café da manhã com políticos em Porto Alegre (5/10). Foto: Fernando Teixeira/Futura PressDilma Rousseff participa de carreata em Porto Alegre no último dia de campanha para o primeiro turno (4/10). Foto: Felipe Dana/APDilma Rousseff faz carreata em São Paulo ao lado de Lula, Suplicy, Fernando Haddad e Alexandre Padilha (3/10). Foto: Ricardo Stuckert/PRPadilha, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, acompanha Dilma em manhã de campanha em São José dos Campos (3/10). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tira foto ao lado de Marcelo Negrão, medalhista de ouro com o vôlei nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, em encontro com atletas no Rio (30/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma tem encontro com atletas no Rio de Janeiro (30/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma faz campanha em Santos e na Baixada (30/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff (PT) faz campanha no bairro paulista do Campo Limpo com Alexandre Padilha, candidato petista ao governo de SP, e com o ex-presidente Lula (29/09). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff recebe apoio de eleitor durante caminhada e carreata em Belo Horizonte (29/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma elegeu Marina como seu alvo principal no debate, mas também atacou Aécio (28/9) . Foto: ReutersAo lado de Agnelo Queiroz, Dilma anda de BRT Expresso em Brasília e conversa com eleitores (27/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma recebe uma flor durante carreata em Feira da Santana, na Bahia (25/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff,  candidata à reeleição  pelo PT, durante dia de campanha em Ribeirão das Neves, em Minas Gerais (22/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff faz campanha em São Paulo ao lado dos petistas Alexandre Padilha, candidato ao governo, e Eduardo Suplicy, candidato ao Senado (20/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma faz campanha ao lado de Marcelo Crivella, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PRB, em Duque de Caxias (19/9)
. Foto: Ichiro Guerra/PTDilma posa para fotos durante campanha em Campinas, em São Paulo (17/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tem dia de campanha em Campinas, interior de São Paulo, com carreata e encontro com intelectuais (17/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff, ao lado de Marina Silva e Aécio Neves, no debate na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na cidade paulista de Aparecida (16/09). Foto: DIVULGAção/PSBEvento no Rio de Janeiro reúne artistas e intelectuais em apoio a Dilma Rousseff (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasCantora Alcione cumprimenta Dilma no evento 'artistas de coração valente' (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasAtor Chico Diaz também apoia a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasTeólogo Leonardo Boff, Dilma, Lula e a economista Maria da Conceição Tavares em ato de apoio à Presidente (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma faz discurso diante de artistas em evento no Rio de Janeiro (15/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasLindberg Farias, candidato do PT ao governo do Rio, também participa de encontro com artistas a favor de Dilma (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma vai ao lançamento do Livro “Um país chamado favela”, no Rio de Janeiro, e arrisca passos de funk com membros da comunidade (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma também acompanhou apresentação de capoeira na comunidade carioca (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff posa ao lado de jovens no lançamento do Livro “Um país chamado favela”, no Rio de Janeiro (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tem encontro com juventude em Belo Horizonte, Minas Gerais (13/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de ato Público com Movimentos Negros, em Nova Lima, em Minas Gerais (13/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff sai em carreata em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, ao lado de Lindgerb Farias, candidato ao governo do estado pelo PT (12/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma Rousseff (PT) é entrevistada por Tales Faria, publisher e vice-presidente editoral do iG, e Amanda Klein, apresentadora do RedeTV! News (11/09). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma tratou das denúncias sobre um suposto esquema de pagamento de propina na Petrobras. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPresidente atribuiu à adversária Marina Silva (PSB) problemas no andamento de usinas de Jirau e Santo Antonio . Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaCartazes para Dilma Rousseff são exibidos durante comício em Belém, no Pará (10/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula participa de comício de Dilma Rousseff em Belém, no Pará (10/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDepois do desfile de 7 de setembro, Dilma se reúne com juventude no Palácio da Alvorada (7/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidente Dilma Rousseff chega para o início do desfile pelo dia 7 de Setembro no DF (7/9). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma Rousseff posa para fotos visita o Residencial Cidade Jardim, construído pelo Minha Casa Minha Vida, em Fortaleza (6/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma ganha miniatura de taxi em encontro com taxistas em São Paulo (6/9). Foto: Ichiro Guerra/PTOs candidatos Dilma Rousseff e Alexandre Padilha participam de encontro com mulheres em São Paulo (6/9). Foto: Paulo Pinto/ AnalíticaLula coloca chapéu em Dilma durante comício no Recife (4/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaAo lado do ex-presidente Lula, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) participou de carreata em São Bernardo do Campo, em São Paulo (02/09). Foto: Divulgação/PTAmbos com o chapéu do Corinthians, Dilma e Lula fazem carreata em São Bernardo do Campo, nesta terça-feira (02). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff participa de encontro com prefeitos paulistas em Jales, no interior de São Paulo (30/8). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff visita a Casa de Cultura do Pelourinho, em Salvador, e se arrisca ao lado de ritmistas (29/8). Foto: Ichiro Guerra/PTCandidata do PT à reeleição para a Presidência da república, Dilma Rousseff, visita a escola Senai Simatec, em Salvador (29/8). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff participa de encontro com trabalhadores da agricultura, em Brasília, nesta quinta-feira (28). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff chega para debate TV Band, o primeiro dos presidenciáveis nestas eleições (22/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAo lado de Aécio Neves, Dilma cumprimenta Marina Silva no debate da TV Band (26/8). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCandidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff visita vistoria obras da transposição do Rio São Francisco com ex-presidente Lula (21/08). Foto: Divulgação/PTDilma faz uma refeição durante visita à Usina Hidroelétrica Santo Antônio, em Porto Velho (19/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13No Palácio da Alvorada,  Dilma Rousseff é entrevistada por Willian Bonner e Patrícia Poeta para o Jornal Nacional (18/08). Foto:  Globo/ Gabriel SoutoPresidente Dilma Roussef, Lula e outros políticos vão ao velório de Eduardo Campos e vítimas de acidente aéreo (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff cumprimenta Marina Silva, que era candidata à vice na chapa de Eduardo Campos (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff cumprimenta o presidenciável pelo PSDB Aécio Neves no velório de Eduardo Campos e vítimas do acidente aéreo (17/8). Foto: Paulo Whitaker/ReutersPresidente Dilma Rousseff conforta filhos de Eduardo Campos durante velório na manhã deste domingo na sede do governo de Pernambuco (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff faz pronunciamento sobre a morte de Eduardo Campos em Brasília, nesta quarta-feira (13). Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil)Presidente e candidata à releição Dilma Rousseff visita trecho da Ferrovia Norte-Sul, na cidade goiana de Anápolis (11/08). Foto: Divulgação/PTDilma e Padilha, candidato ao governo de São Paulo, fazem encontro com juventude na capital paulista (11/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidente Dilma Rousseff durante entrevista para RBS (11/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff conversa com jornalistas em Brasília no Palácio da Alvorada (10/8). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma faz carreata ao lado de Padilha, candidato ao governo de São Paulo, pelas ruas de Osasco e aproveita para comer um cachorro-quente (9/8). Foto: Ichiro Guerra/PTComitiva do PT em carreata por Osasco. Na foto aparecem Dilma, Padilha, Marta e Eduardo Suplicy (9/8). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma visita ferrovia em Iturama, Minas Gerais (8/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de ato de sindicalistas em apoio a sua candidatura, em São Paulo (7/8). Foto: Futura PressDilma durante ato com sindicalistas da CUT, UGT, CTB, NCST, CSB e Força Sindical (7/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de encontro e sabatina da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (6/8). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff visita sas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA)em semana se campanha (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasDilma almoça na Usina de Belo Monte (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasEm campanha pela reeleição à Presidência, Dilma visita obra em Belo Monte e posa para fotos e as tradicionais selfies com operários (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasPresidente Dilma Rousseff é vista durante visita à Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Jardim Jacy, em Guarulhos (4/8). Foto: Ichiro Guerra/PTPerfil de Dilma Rousseff no Instagram. Foto: Instagram/dilmarousseffDilma Rousseff usa suas contas em outras redes sociais, como o Facebook, para anunciar a entrada no Instragram (4/8). Foto: Facebook/Dilma RousseffAo lado de Lula, Dilma participa do lançamento da campanha de Josué Alencar, candidato ao Senado Federal pelo PT (1/8). Foto: Ichiro Guerra/PTPose para foto ao lado de eleitores no lançamento da campanha de Josué Alencar ao Senado. Foto: Ichiro Guerra/ PTCom candidato do PT em São Paulo, Alexandre Padilha (D), presidente Dilma Rousseff, participa da 14ª Plenária da CUT, em Guarulhos (31/7). Foto: Futura PressA presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, participa da 14ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores (31/7). Foto: Futura PressPresidente Dilma Rousseff é vista em palco durante evento da CUT em Guarulhos (31/7). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGPresidente Dilma Rousseff sorri durante encontro com empresários promovido pela CNI em Brasília (30/7). Foto: Ichiro Guerra/PTPresidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, participa de encontro com empresários na CNI (30/7)
. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma tem encontro com prefeitos em churrascaria em São João de Miriti, no Rio de Janeiro (24/7). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma presta homenagem a Neymar, que sofreu uma fratura na 3ª vértebra lombar e acabou fora da Copa do Mundo (7/7). Foto: Reprodução/InstagramAo lado de Lula, Dilma participa da convenção estadual do PT no Paraná. Evento lança a candidatura de Gleisi Hoffmann no Estado (3/7). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma Rousseff discursa na convenção estadual do PT do Paraná, em Curitiba (3/7). Foto: Heinrich Aikawa / Instituto LulaPresidente e candidata à reeleição participa também da convenção estadual do PT da Bahia (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma cumprimenta baiana em convenção do PT em Salvador (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma e Lula participam do lançamento da candidatura de Rui Costa (esquerda) ao governo da Bahia (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaJorge Wagner, atual governador da Bahia, também sobe ao palanque ao lado de Rui Costa, Lula e Dilma (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaPROS (Partido Republicano da Ordem Social) anuncia apoio à candidatura a reeleição de Dilma (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG Brasília94,5% dos filiados do partido decidem apoiar a reeleição de Dilma (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff discursa na convenção nacional do PROS (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPT realiza convenção que homologa a candidatura de Dilma à reeleição em Brasília (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaEx-presidente Lula participa da convenção do Partido dos Trabalhadores em Brasília (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaMichel Temer, candidato a vice na chapa de Dilma, também marca presença na convenção ao lado da presidente e de Lula (21/6). Foto: Cadu Gomes/DivulgaçãoFesta na convenção do PT que oficializou Dilma como candidata a reeleição para Presidência (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula faz questão de afirmar que não há divergências entre ele e a candidata. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDilma Rousseff posa para fotos na convenção nacional do PT que oficializa a sua candidatura à reeleição (21/6). Foto: Cadu Gomes/Divulgação


Políticas incertas

No caso dos rumos a serem tomados na condução da política econômica de um eventual segundo mandato de Dilma, as incertezas são ainda maiores.

A presidente chegou a falar vagamente em "diminuir alguns incentivos", mas sem dizer a que exatamente se referia.

Também prometeu uma "política duríssima para inflação", "como tivemos e teremos ainda mais", mas acrescentou que "não tem mágica para se fazer (nessa área)".

"Quero saber quais são as novas ideias de alguém para a inflação", disse.

Seja porque Dilma ainda não tem certeza sobre que ajustes devem ser feitos, seja porque não quer dar subsídios para ataques da oposição, o fato é que ela e sua campanha têm evitado falar em detalhes sobre as possíveis mudanças.

"Temos um cenário incomum, no qual é possível ter uma ideia mais clara sobre como pode ser a política econômica se a oposição ganhar do que se o governo ganhar", diz Carlos Melo, cientista político do Insper.

"Pesquisas de opinião mostraram que mais de 70% do eleitorado queria mudança, então o governo promete uma 'mudança com segurança', em oposição à 'mudança radical' da oposição - mas sem dizer o que isso quer dizer."

Para o economista André Biancarelli, da Unicamp, no caso de uma vitória de Dilma o ajuste deve ser feito apenas no modo como as políticas são implementadas, não em sua direção geral.

"O cenário do ano que vem deve ser o de uma política fiscal mais apertada, mas Dilma não vai poder fazer um ajuste duro e acho improvável qualquer mudança drástica no atual modelo econômico."

"Se eleita, a presidente deve tentar reconstruir os canais de diálogo com o setor privado para impulsionar os investimentos, que acabaram diminuindo também em função das incertezas eleitorais."

Belluzzo concorda. "Não dá para pensar em qualquer ajuste ortodoxo, porque esse é um modelo fracassado - é só olhar o que está ocorrendo na Europa", diz.

"A mudança deve ocorrer principalmente na forma de execução (das políticas na área econômica) para que possamos destravar os investimentos. O governo precisa ter uma melhor interlocução com o empresariado e precisa resolver problemas administrativos, de gestão, que parecem ter prejudicado o resultado de leilões e licitações. Não é sensato ficar mexendo na taxa de retorno, como eles fizeram."

Visão crítica

Mais crítica ao atual governo, a professora Lourdes Sola, da USP, acredita que o fato de Dilma ter uma grande influência sobre a condução da atual política econômica é o que faz com que uma mudança estrutural seja improvável.

Para ela, o modelo econômico do atual governo teve como eixo principal o estímulo à demanda - e há algum tempo estaria dando sinais de esgotamento.

"O Estado interveio na economia por meio de políticas como a expansão do crédito e o estímulo a criação de campeões nacionais. Os gastos aumentaram, mas os investimentos e a oferta não acompanharam essa expansão - e como resultado tivemos uma deterioração da questão fiscal e a inflação cresceu", diz.

"A questão é que até o ex-presidente Lula parecia ser mais pragmático: sabia que não entendia de economia e por isso delegava a questão. Já Dilma tem convicções ideológicas mais firmes nessa área, o que dificulta uma correção de rumos que restaure o crescimento", opina.

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