Presidente afirmou ainda que vê com estranheza qualquer tentativa de transferir responsabilidade para governo federal

A crise hídrica em São Paulo parece ser o tema do momento na campanha presidencial. Em visita ao estado nesta segunda-feira (20), a presidente e candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, voltou a falar do assunto. Ela rebateu os comentários do adversário Aécio Neves (PSDB), que acusou o governo federal de não agir para solucionar o problema de falta de água.

“Qualquer tentativa de transferência de responsabilidade para o governo federal nós olharemos com grande estranheza. Não acredito que as estruturas do governo do Estado podem atribuir a nós qualquer responsabilidade ou omissão de ajuda. Nós ajudamos em todas as circunstâncias”, afirmou a petista.

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Em SP, presidenciável Dilma Rousseff e ex-presidente Lula participam de encontro 'Cultura e Juventude: Periferia com Dilma'
Divulgação/PT
Em SP, presidenciável Dilma Rousseff e ex-presidente Lula participam de encontro 'Cultura e Juventude: Periferia com Dilma'


A presidente disse que vem monitorando a crise de abastecimento de água desde o começo do ano. Ela afirmou ainda que nos mês de março recebeu o governador reeleito do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). 

Na ocasião, o tucano informou que a seca no São Paulo seria rigorosa. Ainda segundo Dilma, o tucano foi aconselhado por ela a fazer obras emergenciais. O tucano teria rejeitado o conselho, mas solicitou que pudesse contratar obras de transposição do Rio Paraíba sob o regime diferenciado de contratação (RDC), numa negociação com o Rio de Janeiro. A proposta foi acolhida pelo governo federal. 

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Dilma ressaltou que Alckmin agiu com correção. “Quero registrar que o governador sempre tratou essa questão em alto nível”, ponderou a petista, acrescentando que atendeu todos os pedidos de apoio do governo paulista.

“Eu acho que o governador estava esperando que chovesse”, prosseguiu Dilma, ao ser questionada sobre a postura do tucano em relação ao tema antes e depois das eleições.

Reação tucana

O horário eleitoral da petista tem explorado a crise hídrica desde a última sexta-feira (17), dizendo que o problema é um exemplo do modelo tucano de governar, representado por Aécio.

A presidente insinuou nesta segunda que crise de água só agora ganhou relevância e que a imprensa não cumpriu totalmente o seu papel de informar a informar à população. "Aliás, tem uma parte da responsabilidade que é de vocês, não é? Porque vocês não vão me dizer que piorou a situação do domingo da eleição para segunda-feira. Descobriram que havia falta de domingo par a segunda?", questionou Dilma, citando o final do primeiro turno.  

Também nesta segunda, o presidenciável do PSDB reagiu acusando o governo federal de não apoiar o Estado na questão.

"Se não tivesse o governo do PT servido a outros fins, nós lembramos bem, quais foram as indicações e os critérios adotados para ocupar cargos na ANA (Agência Nacional das Águas), ela poderia ter sido uma parceira maior do governador (Alckmin)", atacou Aécio.

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