Aécio adota tom agressivo e tenta se mostrar como vítima de calúnias do PT

Por Vitor Sorano - iG São Paulo |

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Tucano deixa propostas de lado para privilegiar ataque, à semelhança de sua adversária Dilma Rousseff

Aécio Neves (PSDB) adotou um tom mais agressivo no segundo debate, contra-atacando de maneira incisiva as acusações de Dilma Rousseff (PT), e tentando colar à presidente a pecha de mentirosa. O tucano também adotou como estratégia apresentar os ataques da adversária como consequência de falta de propostas de governo. Com isso, ele próprio também dedicou menos tempo a apresentar sugestões.

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"É triste ver uma presidente da República mentindo", disse Aécio em uma das oportunidades. O tucano também se referiu a Dilma como incompetente e como alguém que prevarica - não cumpre suas obrigações. "Vamos elevar o nível do debate, candidata."

Já em sua primeira pergunta, o tucano questionou a rival sobre as denúncias de corrupção na Petrobras - no debate anterior, realizado na terça-feira (14) pela Band, o tema foi introduzido mais tarde. Ele voltaria ao tema reiteradas vezes.

Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam do segundo debate presidencial do segundo turno, realizado pelo SBT na noite desta quinta-feira (16). Foto: AP Photo/Andre PennerAécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam do segundo debate presidencial do segundo turno, realizado pelo SBT na noite desta quinta-feira (16). Foto: AP Photo/Andre PennerAécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) participam do segundo debate presidencial do segundo turno, realizado pelo SBT na noite desta quinta-feira (16). Foto: ReproduçãoAécio teve uma postura mais agressiva em relação ao debate anterior, apontados denúncias de corrupção na Petrobras. Foto: AP Photo/Andre PennerAécio teve uma postura mais agressiva em relação ao debate anterior, apontados denúncias de corrupção na Petrobras . Foto: ReproduçãoDilma voltou a dizer que o adversário empregou parentes quando governava Minas Gerais . Foto: Reprodução

Ciente de que a petista iria retomar a acusação de que Aécio tem parentes no governo de Minas Gerais - Estado que comandou por dois mandatos -, o tucano trouxe na manga uma acusação de que um irmão da presidente foi contratado pela prefeitura de Belo Horizonte na gestão do petista Fernando Pimentel. "O seu irmão foi nomeado em dezembro de 2003 e nunca apareceu para trabalhar", disse.

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Aécio também levou para o palco um extrato da decisão do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais para contrapor a acusação de Dilma de que ele não investiu o mínimo exigido pela legislação na saúde.

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O tucano evitou ficar na defensiva quando Dilma o questionou sobre a Lei Seca - Aécio já se recusou a fazer o bafômetro ao ser parado em uma blitz, mas a petista não fez menção ao fato em sua pergunta. Foi o próprio tucano quem narrou o evento. "Eu tive um episódio, sim. Parei em uma Lei Seca e, inadvertidamente, não fiz o exame", disse.

Quando não tratava de corrupção, Aécio centrou seus discursos em ataques ao governo sobre inflação, violência e segurança pública.

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