Coordenador de campanha à reeleição disse que petista teve vantagem ao enumerar ações contra corrupção e impunidade

O ministro do Desenvolvimento Agrário e um dos coordenadores da campanha da petista Dilma Rousseff à reeleição, Miguel Rossetto, destacou que a candidata exerceu sua autoridade política ao enumerar suas ações contra a corrupção e impunidade. Dilma e Aécio Neves, do PSDB, se enfrentaram nesta terça-feira (14) no primeiro debate do segundo turno das eleições, realizado pela TV Bandeirantes. 

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"Dilma exerceu sua autoridade política e moral quando mostrou que a Polícia Federal e o Ministério Público tiveram liberdade e autonomia para investigar no governo do PT", avaliou Rossetto. No debate, Aécio Neves foi o primeiro a mencionar os casos de corrupção em pergunta a Dilma. Em resposta, a petista enumerou suas ações de combate à impunidade, exaltou as investigações da PF e questionou a ausência de prisões em escândalos tucanos.  

Veja imagens do primeiro debate presidencial do segundo turno:

O desempenho de Dilma foi também elogiado pelo secretário nacional de comunicação do PT, o vereador paulistano José Américo. Para o político, o rival tucano "ficou com o cenho tenso" quando questionado sobre nepotismo pela petista. Dilma listou que irmã, primos e tios de Aécio conquistaram cargos no governo mineiro, durante a gestão do tucano, sugerindo a prática de nepotismo.

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"Basta procurar no meu governo e não achará nenhum parente", disse a petista, despertando desconforto no rival. Desafiada a elencar quais os cargos públicos eram ocupados pelos parentes de Aécio, Dilma não retomou o tema.

O presidente do PT, Rui falcão, comparou o desempenho de Dilma no debate ao da seleção da Alemanha contra o Brasil na Copa do Mundo. "Está 7 a 1", disse o líder petista. Outros partidários comemoraram a postura de Dilma no segundo bloco na plateia, chegando a bater palmas. O secretário nacional de comunicação do partido, José Américo, disse que Aécio foi "massacrado", e que "a eleição é outra depois deste debate". 

Já o prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) comentou que as comparações entre os governos Feernando Henrique Cardoso (PSDB) e os governos petistas só voltaram à pauta do debate porque Aécio Neves anunciou que Armínio Fraga seria sei ministro da Fazenda. "Ele [Aécio] propôs o retrocesso e era inevitável que a presidenta Dilma explorasse esse tema", comentou Haddad após o debate.

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