Primeiro debate do segundo turno da disputa à Presidência teve trocas de farpas entre a petista e o candidato do PSDB na TV

A presidente Dilma Rousseff (PT) focou sua estratégia em criticar a gestão Aécio Neves (PSDB) no governo de Minas Gerais e na comparação das ações dos governos do PT e do PSDB no Palácio do Planalto durante o debate na TV Bandeirantes, o primeiro do segundo turno da eleição presidencial, realizado nesta terça-feira (14).

Dilma abriu o debate pressionando Aécio em relação aos indicadores de saúde do Estado de Minas Gerais. A petista usou o Tribunal de Contas do Estado, que teria atestado o desvio de R$ 7,6 bilhões na gestão da saúde.

Análise: Aécio e Dilma sobem tom, se acusam e esquecem propostas em debate do 2º turno

A candidata à reeleição enfatizou também que o Serviço de Atendimento Médido de Urgência (Samu) tem o terceiro pior desempenho justamente no Estado de Minas, onde apenas 28% dos municípios contam com o serviço atendendo 45% da população.

Veja as imagens do primeiro debate no segundo turno:

Ela criticou ainda o adversário que questionou DNA dos programas sociais, como o Bolsa Família, que teria como "pais" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Citando que Aécio "passou dos limites", a petista negou o DNA tucano e disse que o Bolsa Família é mais complexo ao atender 50 milhões de pessoas "e não a 5 milhões".

No capítulo da economia, o alvo foi Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e cotado ao cargo ministro da Fazenda se Aécio for eleito. Dilma apostou na tese de que o financiamento de bancos públicos como BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil estariam ameaçados e que programas do porte do Bolsa Família correriam risco.

Índices de inflação

Questionada sobre a inflação, Dilma acusou Aécio de ter "memória curta" e completou que a inflação está controlada e dentro dos limites da meta. A petista frisou que no governo FHC chegou a ter índices entre 7,7% e 12,5% e que tem atuado para garantir os índices de emprego.

Dilma Rousseff também lembrou que no cenário da educação estimulou a criação de escolas técnicas federais com 8 milhões de novas matrículas, enquanto a gestão tucana não tomou iniciativas desse porte.

Ao questionar Aécio Neves sobre a indicação do futuro ministro da Fazenda, Dilma disse que a inflação é causada por questões de energia e de pressão de preços. Para ela, esse quadro atual seria revertido no futuro. E ainda ironizou: "Duvido que com a mesma receita, com o mesmo cozinheiro, vocês vão entregar um prato diferente". Em novo ataque aos tucanos, lembrou que a gestão FHC desempregou 11,4 milhões de pessoas.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.