Petista Jaques Wagner: "Povo não acredita mais nesse cultura de que um líder orienta o voto das pessoas"

Ausente em todos os debates presidenciáveis do primeiro turno, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi uma figura concorrida na chegada aos estúdios da TV Bandeirantes, que recebe nesta terça-feira (14) o primeiro encontro entre os postulantes ao Planalto nesse segundo turno.

Wagner disse que recebeu um convite da presidente Dilma. Questionado, o governador evitou confirmar se voltará a ocupar uma vaga na Esplanada dos Ministérios. Ele é cotado para ocupar à Articulação Política.

"Eu primeiro quero ver o resultado final da eleição porque esse negócio de sentar na cadeira antes dá azar. A gente conhece alguns casos aqui em São Paulo", explicou o governador baiano, numa referência ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que posou para fotos na cadeira de prefeito quando concorreu ao paço municipal de São Paulo e acabou derrotado por Jânio Quadros.

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O petista acredita que o debate a ser proposto por Dilma vai gerar em apresentação de projetos para o País. Perguntado pela reportagem se as comparações também não vão se impor, o governador baiano reconheceu que sim.

"O PT tem muitos acertos e o PSDB também tem os seus. Como nós temos nossos erros e o PSDB também tem seus erros. Eu acho que quando o eleitor vai para a urna ele vai acabar pesando o que o PT fez nesses 12 anos e o PSDB nos seus oito", opinou.

O baiano também minimizou o apoio do PSB à candidatura de Aécio. "O povo não acredita mais nesse cultura de que um líder orienta o voto das pessoas. O eleitor vai colocar na balança os governos do PT e do PSDB. E eu acredito que o governo do PT atendeu melhor a população".

O governador baiano anunciou que acompanhará Dilma em agendas pelo Brasil. Entre os próximos destinos estão Acre, Pará e Amazonas e São Paulo.

Na próxima quarta-feira (15), às 17h, Dilma cumpre agenda no Clube Homs em São Paulo, onde receberá apoio de lideranças do setor de educação.

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