Dilma sobre áudios vazados: "Estão dando um golpe e nós não podemos concordar"

Por Luciana Lima - iG Brasília* | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Dilma aponta aparelhamento da PF por parte do PSDB e intenções políticas na divulgação dos áudios de Costa

A presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, disse nesta sexta-feira (10) que o governo foi surpreendido com a divulgação dos áudios dos depoimentos prestados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa e reafirmou que tem “tolerância zero” com atos de corrupção.

Alan Sampaio / iG Brasília
Dilma concede entrevista coletiva antes de embarcar para o RS

Leia mais: Oposição articula reunião de emergência da CPMI da Petrobras

Empresas citadas por ex-diretor da Petrobras negam participação em esquema

"É algo institucionalizado", diz Aécio sobre denúncia de ex-diretor da Petrobras

Lula: “Nenhum petista pode aceitar que um tucano bicudo o chame de corrupto”


“O país todo foi surpreendido com gravações dos depoimentos obtidos pela polícia, de dois indivíduos presos pela Polícia Federal por atos de corrupção. Queria reafirmar que eu tenho tolerância zero com a corrupção ou com qualquer outro tipo irregularidade”, disse Dilma, em entrevista no Palácio da Alvorada.

Para a presidente, o vazamento do depoimento em plena campanha eleitoral teve razões políticas. “Acho questionável apresentar parte da prova, parte do depoimento”, cobrou Dilma, ao lembrar que ela pediu conhecimento da integralidade do processo, acesso negado pelo Procuradoria Geral da República (PGR) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja imagens dos candidatos ao Planalto no 2º turno da campanha:

Aécio Neves durante a primeira inserção de TV do segundo turno (9/10). Foto: ReproduçãoAécio Neves participa de entrevista coletiva depois de dia de compromissos no Rio de Janeiro (9/10). Foto: Marcos Fernandes/Coligação Muda BrasilDilma Rousseff abriu o horário eleitoral na televisão no segundo turno das eleições (9/10). Foto: ReproduçãoDilma Rousseff (PT) participa de encontro com apoiadores no Museu du Ritmo em Salvador nesta quinta-feira (9/10). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff (PT) posa junto com eleitora em evento de campanha em Teresina, no Piauí (8/10) . Foto: Dilvulgação/PTCorreligionários do PT participaram de evento com Dilma Rousseff no Piauí (8/10). Foto: Divulgação/PTPresidente Dilma cumprimenta eleitores em ato político com lideranças e prefeitos em Teresina (PI) (8/10). Foto: Divulgação/PTAécio Neves(PSDB) recebe apoio dos dirigente do PSB, partido de Marina Silva (8/10). Foto: Divulgação/PSDBAécio Neves (PSDB) relança sua campanha à Presidência da República no Memorial JK em Brasília (08/10). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPastor Everaldo declara apoio ao tucano no segundo turno (8/10). Foto: PSDB/ DIVULGACAO - 8.10.14A presidente Dilma Rousseff se reuniu nesta terça-feira com senadores e governadores eleitos da base aliada (7/10) . Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff (PT) em reunião de mobilização  para a campanha de segundo turno  (7/10). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff (PT) participa de reunião de mobilização em Brasília, nesta terça-feira (7/10). Foto: Divulgação/PTAécio Neves participa de encontro com trabalhadores da construção civil na manhã desta terça-feira, em São Paulo (7/10). Foto: Orlando Brito/Coligação Muda BrasilGeraldo Alckmin, governador reeleito no primeiro turno em São Paulo, participa de dia de campanha de Aécio Neves na capital paulista (7/10). Foto: Orlando Brito/Coligação Muda BrasilAécio Neves faz campanha para o segundo turno e visita obras na Chácara Santo Antônio, em São Paulo, ao lado de José Serra, eleito senador, e José Aníbal (7/10). Foto: Vitor Sorano/iGAécio Neves (PSDB) cumprimenta Geraldo Alckmin, governador reeleito de São Paulo, em coletiva de imprensa na capital paulista (6/10) . Foto: Divulgação/PSDBUm dia depois das eleições, Dilma Rousseff, que disputa o segundo turno com Aécio Neves, recebe jornalistas em Brasília (6/10). Foto: Cadu Gomes/ Dilma 13Dilma chega para coletiva de imprensa depois do resultado do primeiro turno das eleições ao lado de Michel Temmer, vice em sua chapa para a Presidência (5/10). Foto: Agência BrasilPresidente e candidata Dilma Rousseff fala com a imprensa após apuração de votos que a levou para o segundo turno com Aécio Neves. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaAécio Neves (PSDB) comemora chegada ao segundo turno das eleições presidenciais em Belo Horizonte neste domingo (05). Foto: Divulgação/PSDBAo lado da esposa Letícia e de partidários, Aécio Neves participa de coletiva depois de chegar ao segundo turno das eleições presidenciais (5/10). Foto: Agência BrasilAécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, em votação em Belo Horizonte (5/10). Foto: Agência BrasilDilma volta para Brasília depois de votar em Porto Alegre (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição pelo PT, vota na manhã deste domingo em Porto Alegre. Ela foi a primeira presidenciável a votar (5/10). Foto: Felipe Dana/AP

A presidente apontou que houve um “aparelhamento” de parte da Polícia Federal pelos tucanos. “Quero dizer, que eu tomei, como Presidente da República, medidas para que nem a Polícia Federal, nem tampouco o Ministério Público, tivessem aparelhamentos e fossem induzidos nesta ou naquela direção. Quero lembrar que nem sempre foi assim no Brasil. A PF foi aparelhada sim. Foi dirigida, durante algum tempo, vocês sabem perfeitamente bem, por pessoas que tinham inclusive filiação no PSDB”, acusou a presidente.

"Jamais investigaram, jamais puniram, jamais procuraram acabar com esse crime horrível que é a corrupção", prosseguiu Dilma. "Agora, na véspera eleitoral, eles sempre querem dar um golpe, estão dando um golpe e esse golpe nós não podemos concordar com ele", completou a petista. 

Instituições e pessoas

A ser questionada se o PT errou ao se envolver no esquema de corrupção na Petrobras, Dilma ponderou que não se pode condenar uma instituição e sim pessoas que fazem parte desta instituição e que cometem atos ilícitos. “Aí é aquela coisa do doa a quem doer. Não se condena uma instituição. Se alguém errou tem que pagar”, disse a presidente.

Dilma disse ainda que determinou ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão que apure internamento e envolvimento do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com o esquema.

“Estamos conversando com o servidor da Petrobras, o ministro Lobão está fazendo isso, no sentido de esclarecer, de fato, o que há e o que não há. Não basta só alguém falar que ouviu dizer, não lembra quando e aí você condena a pessoa”, disse a presidente. “Não se pode cometer injustiça e não se pode ser resiliente com mal feitos, ou com atividades que não fiquem claras”, ponderou Dilma.

*Com Reuters 


compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas