Apoio de Marina tem impacto sobre 3 milhões de pessoas, avalia Rede

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Número corresponde a cerca de 15% do total de votos recebidos pela ex-presidenciável no primeiro turno

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A Rede Sustentabilidade, grupo liderado pela ex-presidenciável Marina Silva (PSB), estima que uma declaração de apoio da ex-ministra do Meio Ambiente possa atrair cerca de 3 milhões de votos para o candidato escolhido. A informação tem como base uma pesquisa feita pela própria Rede. O número corresponde a cerca de 15% do total de votos recebidos pela ex-presidenciável no primeiro turno. Apesar de a maioria dos eleitores de Marina já ter decidido por um dos lados - a maior parte deve migrar para Aécio Neves -, existe esse segmento à espera de uma manifestação dela para decidir em quem votará na segunda etapa da disputa. Há uma pressão cada vez maior por parte de alguns integrantes da Rede para que ela não anuncie apoio a nenhum candidato.

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Havia uma expectativa que Marina declarasse preferência pelo candidato do PSDB, mas os compromissos exigidos pela ex-ministra a afastam cada vez mais de uma declaração formal de apoio ao senador mineiro. Um tucano próximo à Rede lembrou que a decisão do PSB sobre o apoio no segundo turno já estava tomada, em razão de um acordo firmado em dezembro do ano passado entre Aécio e Eduardo Campos. Os dois se encontraram em um jantar no restaurante Gero, no Rio, e teriam decidido ali que um apoiaria o outro, caso um deles chegasse ao segundo turno contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Independentemente da decisão de Marina, o PSB já havia se comprometido com esse apoio. Marina, agora, teria de cumprir o combinado. A família Campos e a maioria dos dirigentes da sigla também ratificaram o acordo inicial, que encontrou resistências entre uma minoria dos socialistas.

ESTADÃO CONTEÚDO
Marina Silva: declaração de apoio pesaria sobre os votos de 15% de seus eleitores do 1º turno

Surpresa na periferia

Uma das surpresas na votação do presidenciável Aécio Neves (PSDB) foi a sua vitória em redutos petistas na periferia paulistana. Aécio ganhou em bairros como Campo Limpo, Capela do Socorro, Cidade Ademar, São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo, Sapopemba, Cangaíba, Ponte Rasa e Freguesia do Ó. Em eleições anteriores, o PT sempre levou vantagem sobre o PSDB nessas regiões, mesmo quando derrotado. Nesta eleição, Dilma ficou em segundo, seguida de perto por Marina. Somente na zona leste de São Paulo, o PT, em 2010, elegeu cinco deputados estaduais e três federais. Desta vez, nenhum estadual e somente um federal (Paulo Teixeira).

Estratégia: Para fortalecer Dilma, PT retorna aos redutos eleitorais de Lula

De olho em 2016

Depois de eleito deputado estadual, Luiz Fernando Teixeira Ferreira (PT), cartola do São Bernardo e ligado ao prefeito da cidade, Luiz Marinho, torna-se um dos nomes fortes para a sucessão municipal. Disputará a indicação com Tarcísio Secoli, secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Nova versão de “Existe amor em SP”

Um movimento chamado Levante das Cores será lançado amanhã, no Largo do Arouche, em São Paulo. Pretende organizar entidades e pessoas libertárias, progressistas, de defesa dos direitos humanos e contrárias à violência policial em campanha contra o “conservadorismo” e o presidenciável tucano Aécio Neves. O local escolhido, não por acaso, é um ponto de encontro tradicional da comunidade LGBT da capital paulista. A ideia segue os moldes do #ExisteAmorSP, organizado na eleição municipal de 2012 contra o então candidato Celso Russomanno (PRB).

Apoio de prefeitos gera reclamação no PT

Ao explicar a derrota no Rio, dirigentes do PT reclamaram de prefeitos do partido que apoiaram Pezão (PMDB) já no primeiro turno. Um dos alvos foi Rodrigo Neves, de Niterói. Dirigentes lamentaram que o candidato Lindbergh Farias teria sido vítima do voto útil. Na reta final dizem que, com poucas chances, Lindbergh teria perdido votos para Marcelo Crivella (PRB), à direita, e Tarcísio Motta (PSOL), à esquerda.

“Se todos entrassem, não teríamos condições de falar em representatividade, em proporcionalidade, isso é detalhe” - Roberto Freire, presidente nacional do PPS, sobre a sua derrota nas urnas em São Paulo.

*Com Leonardo Fuhrmann

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