Lula: “Nenhum petista pode aceitar que um tucano bicudo o chame de corrupto”

Por Anderson Passos - iG São Paulo | - Atualizada às

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Ex-presidente desacreditou as denúncias de corrupção de Paulo Roberto Costa na Petrobras, reveladas nesta quinta

Em plenária promovida pelo PT em apoio a campanha à reeleição de Dilma Rousseff na noite desta quinta-feira (09), em São Paulo, o ex-presidente Lula criticou as denúncias publicadas na imprensa de que teria sido pressionado a indicar Paulo Roberto Costa para a diretoria da Petrobras, durante o seu governo na Presidência da República.

“Basta insinuar que a imprensa publica e tudo vira verdade. É só insinuar, não precisa provar, eu estou de saco cheio”, disse o ex-presidente, em plenária no Sindicato dos Bancários, no centro da capital paulista. Nesta quinta, foram revelados pelo jornal O Estado S. Paulo trechos depoimentos de Costa à Justiça, no qual ele acusa PT, PMDB e PP de receberem suposta propina de contratos da Petrobras.

Mais: Ex-diretor da Petrobras diz que esquema de desvios abasteceu PT, PMDB e PP

Alice Vergueiro/Futura Press - 9.10.14
Eduardo Suplicy (esquerda) e Lula se abraçam durante plenária do PT em São Paulo em apoio à candidatura da presidente Dilma Rouseff à reeleição


Lula atacou o PSDB, partido do adversário de Dilma na corrida presidencial, o candidato Aécio Neves. “Nenhum petista pode aceitar que um tucano bicudo o chame de corrupto”, atacou o ex-presidente.

O ex-presidente criticou a fala do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que avaliou os eleitores de Dilma como menos informados. “Aquilo não é só um discurso, é essa é cultura dele. Eles não estão falando apenas do Nordeste, tão falando da periferia de São Paulo, da periferia do Rio de Janeiro”, apontou Lula.

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“Hoje no Nordeste, eles não ganham só cesta básica. Hoje eles ganham a sua cidadania”, prosseguiu Lula, dizendo ainda que a disputa presidencial é de projetos distintos, e não apenas de um homem contra uma mulher.

Para o ex-presidente, Aécio representa tudo é que velho com uma roupagem nova. “É o FMI dando palpite sobre a economia brasileira”, exemplificou o petista. Lula disse ainda que os pobres eram tratados apenas como estatísticas no governo do tucano.

Ele conclamou os militantes a fazer campanha em São Paulo “de porta em porta, cara a cara”, para convencer as pessoas que não pode haver retrocesso.

Roberto Stuckert Filho/Instituto Lula - 9.10.14
O ex-presidente Lula levanta uma criança durante plenária em apoio à releição presidente Dilma Rousseff (PT), em São Paulo. Atrás dele está Rui Falcão, presidente do PT


Haddad e Padilha

No palanque no Sindicato dos Bancários, estavam petistas estrelados, como Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, o senador Eduardo Suplicy, que não se reelegeu, Rui Falcão, presidente do PT, e Alexandre Padilha, candidato petista derrotado na disputa pelo governo de São Paulo.

O ex-presidente fez um mea-culpa pelo mal desempenho do PT na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. “Nós, a começar por mim, estamos em falta com o Padilha. Algo está errado no nosso discurso, faltou politica”, ressaltou.

O prefeito de São Paulo recebeu um afago do ex-presidente. “Em um ano, ele estão cobrando deste moço aqui, o que cobraram do [José] Serra e do [Gilberto] Kassab em 12 anos.”

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