Porta-voz do grupo Rede Sustentabilidade conversou com jornalistas após reunião no partido e descartou apoio a Dilma

O grupo político Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, fez uma reunião que começou na noite de quarta-feira (8) e acabou no começo desta madrugada para definir a sua posição para o segundo turno das eleições presidenciais. Após o encontro, Walter Feldman, porta-voz do grupo, conversou com a imprensa e negou apoio a Dilma Rousseff, sinalizando Áecio Neves ou nenhum candidato como opções. 

Walter Feldman
Karina Zambrana/ASCOM/MS
Walter Feldman

"A síntese é que a mudança simboliza hoje o voto em Aécio, em branco ou voto nulo", afirmou Feldman aos jornalistas.

Na manhã desta quinta-feira, a Rede Sustentabilidade divulgou nota oficial. O partido ressalta as propostas de mudanças levantantadas por Marina durante a campanha pela Presidência e reafirma a fala de Feldman, citando respeito aos que votaram em Aécio ou naqueles que optaram por anular ou votar em branco. 

"Em respeito aos que votaram em Aécio acreditando na mudança, aos que não definiram sua posição e aos que não se sentem representados pela polarização que persiste há 20 anos, delegamos a cada militante avaliar em qual dessas alternativas as propostas de mudança qualificada, expressa pela candidatura Marina Silva, estará melhor representada [no segundo turno], diz a nota.

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Depois da reunião da Rede, Feldman também reforçou que essa ainda não é a decisão de Marina Silva. A ex-senadora deve divulgar sua posição nesta quinta-feira (9). Ela participou da reunião da Rede por teleconferência, mas não irá a Brasília para um encontro entre partidos que apoiaram a sua candidatura à Presidência nesta tarde. 

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"A Marina espera oficialmente a declaração dos partidos nessa reunião com os coligados para que após isso ela possa se pronunciar", falou Feldman.

Ainda na quarta-feira, o PSB, partido pelo qual Marina concorreu à Presidência, declarou apoio a Aécio Neves no segundo turno das eleições. Durante reunião, 21 dos 28 integrantes da Executiva Nacional socialista votaram a favor do tucano. Sete integrantes do partido votaram pela neutralidade e uma apenas um defendeu o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Esse voto partiu do senador João Capiberibe cujo filho, Camilo, concorre ao governo do Amapá. 

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