PSOL anuncia neutralidade no segundo turno, mas desaconselha voto em Aécio

Por Agência Brasil |

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“O partido não está se posicionando em favor de nenhuma candidatura, mas é contra a de Aécio”, afirma Luciana Genro

Agência Brasil

Por maioria absoluta de votos [15 a 2], a Executiva do PSOL decidiu liberar seus filiados e não apoiar qualquer candidatura no segundo turno das eleições presidenciais.

Mesmo sem declarar apoio à candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, o partido vai recomendar aos militantes que não votem no candidato do PSDB, Aécio Neves. "Não é cabível qualquer apoio de nossos filiados à sua candidatura", diz documento do PSOL sobre o tucano.

Leia mais: Nem Dilma nem Aécio contemplam ideais do PSOL, afirma Luciana Genro

“O partido não está se posicionando em favor de nenhuma candidatura, mas é contra a de Aécio”, afirmou Luciana Genro, que disputou a Presidência da República pelo PSOL e ficou em quarto lugar, com mais de 1,6 milhão de votos. Em entrevista na tarde desta quearta-feira (8), Luciana disse que não é uma posição totalmente neutra, porque, embora não se alinhe a qualquer dessas opções, nega o voto em Aécio.

Relembre a campanha de Luciana Genro para Presidência:

Luciana Genro, candidata à Presidência pelo PSOL, vota na Escola Estadual Apeles, no bairro Santana, em Porto Alegre (5/10). Foto: Jovanir Medeiros/Futura PressCandidatos transgêneros eleições 2014. Foto: DivulgaçãoLuciana Genro (PSOL) abriu o debate fazendo perguntas para candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT). Foto: ReproduçãoLuciana Genro visita exposição da cartunista Laerte. Foto: Dilvulgação/PSOLLuciana Genro participa de entrevista ao iG e a RedeTV! (18/9). Foto: Vitor Sorano/iGCandidata do PSOL à Presidência responde a perguntas na entrevista iG/Rede (18/9). Foto: Vitor Sorano/iGLuciana Genro chega aos estúdios da RedeTV para entrevista em parceira com iG nesta quinta-feira (18/9). Foto: Vitor Sorano/iGCandidata do Psol em encontro com jovens na USP (17/8). Foto: Facebook/Luciana GenroLuciana Genro, candidata do Psol à Presidência, faz caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo (17/9). Foto: PSOL A candidata à Presidência da República, Luciana Genro . Foto: Alice Vergueiro / Futura PressLuciana Genro visita ocupação Chico Mendes, do MTST (11/9). Foto: Facebook/Luciana GenroLuciana Genro conversa com jornalistas durante caminhada em Caixas do Sul (10/9). Foto: PSOL Luciana Genro adere ao projeto Presidente Amigo da Criança da Abrinq, em São Paulo (3/9). Foto: PSOL Candidata do PSOL à Presidência escuta Raul Ellwanger cantando "Solo le pido a Diós" durante visita ao Dopinha (23/8). Foto: Divulgação/PSOLLuciana Genro participa do debate "Por Mais Direitos" com o jurista Salo de Carvalho em Porto Alegre (30/8). Foto: Facebook/Luciana GenroLuciana Genro caminha por Santo André, região do Grande ABC de São Paulo (19/7). Foto: Facebook/Luciana GenroLucina Genro fez panfletagem na fila do restaurante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (11). Foto: : Fábio Pozzebom/ Agência BrasilLuciana Genro é candidata à Presidência pelo PSOL. Foto: Divulgação/PSOLCandidata à presidente Luciana Genro (PSOL)grava programa eleitoral nesta terça-feira (22), em Porto Alegre. Foto: Divulgação/PSOL


A ex-deputada gaúcha acrescentou que, em respeito à posição do partido, não vai declarar de que forma pretende votar no segundo turno: se em Dilma, branco ou nulo. Segundo Luciana, os militantes e eleitores do PSOL deverão votar nulo ou em Dilma, mas o partido não se manifestará. "Isso será decisão de cada um." Para ela, o PSOL não tem nada em comum com Aécio Neves, "que representa um retrocesso". Por isso, considera a neutralidade necessária.

Segundo o presidente do partido, Luiz Araújo, o PT não fez contato com o PSOL para pedir ou negociar apoio para o segundo turno. “Faz tempo que não conversamos com o PT”, disse Araújo, na entrevista. De acordo com Luciana Genro, o PSOL pretende continuar continuar na oposição aos dois partidos e não pretende abrir negociação com o PT.

Sobre a possibilidade de voltar a disputar a Presidência da República, em 2018, a ex-deputada disse que está à disposição do partido para qualquer missão. "Vou continuar a minha atividade política e, se for chamada em 2018 para ser candidata à Presidência, assumirei essa tarefa com muita alegria”, afirmou.

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