Rui Falcão diz que campanha na reta final será “cara a cara” e sinaliza que campanha de Dilma não apresentará novo plano

Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira, o presidente do PT, Rui Falcão, sinalizou sobre uma possível volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual disputa em 2018. Ele também afirmou que a reta final da campanha presidencial esse ano será “cara a cara”.

Questionado sobre um eventual retorno do presidente Lula em 2018, Falcão disse apenas que “se o presidente Lula vier daqui a quatro anos, o povo ficará muito feliz”. Durante a campanha de 2014, setores do PT tentaram emplacar uma campanha interna chamada “volta Lula” para que o partido não corresse o risco de perder a presidência da república este ano. Apesar disso, o próprio Lula evitou enveredar em uma disputa presidencial em 2014.

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Rui Falcão, presidente do PT, no dia das eleições em São Paulo (5/10)
Ana Flavia Oliveira/iG
Rui Falcão, presidente do PT, no dia das eleições em São Paulo (5/10)


Falcão afirmou que na atual disputa presidencial, entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), mostrará claramente que há uma diferença substancial entre os dois projetos de governo e que, a partir de agora, o partido deverá fazer uma campanha “cara a cara”. “Já colocamos milhões de pessoas na rua e vamos ampliar esse contingente”, disse Falcão. “Vamos fazer um diálogo direto com os eleitores. Não somente percorrendo a ‘Minha Casa, Minha Vida’, mas a casa de todos e todas que quiserem discutir a nossa campanha”, complementou.

“É necessário deixar bem claro para a população que o projeto de mudança do nosso adversário é uma volta ao passado”, afirmou Falcão sem detalhar especificamente como ocorrerá essa comparação a partir de agora.

O presidente do PT sinalizou também que no segundo turno da campanha presidencial deve apostar na comparação de gestões em alguns Estados como o do PSDB em Minas e também mostrar que os tucanos estiveram envolvidos em casos de corrupção, como o caso do Mensalão Mineiro e o escândalo do cartel de metrô em São Paulo. Sobre as gestões, Falcão fala em “demolir esse sofisma de que eles (tucanos) são bons gestores”. “Em corrupção, os tucanos são recordistas. A começar pelo mensalão mineiro”, disse Falcão.

“Nós decidimos, algo meio óbvio, por a lupa nos resultados eleitorais e buscar a sustentação dos nossos votos que não acreditamos que vamos perder. E vamos buscar 20 poucos milhões de votos que a candidata Marina teve no primeiro turno”, afirmou Falcão.

Na coletiva, Falcão também afirmou que existem entendimentos e apoios do PSB em Estados como o Amapá e na Paraíba e com o Psol, no Rio de Janeiro.

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