Aécio teve 21 dos 29 votos da executiva do partido. Seis pessoas votaram pela neutralidade e uma por apoio à Dilma

Ao receber apoio do PSB, o candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves, disse que honrará “o legado de Eduardo Campos” e que o partido participará de seu eventual mandato.

“Sinto-me honrado e, porque não dizer, emocionado, para levar ao Brasil, no limite de minhas forças, o legado de Eduardo Campos”, disse Aécio. “Quero esta companhia agora e para os próximos quatro anos”, sinalizou o tucano.

Em seu discurso, Aécio considerou o apoio um “momento histórico”. Ele chegou à sede nacional do PSB acompanhado do ex-senador Tasso Jereissati, que a partir de hoje será o coordenador do programa de governo da campanha tucana. Segundo Aécio, Tasso tem sua orientação de buscar ponto a ponto a convergência de seu programa de governo com o programa lançado no primeiro turno pela candidatura de Marina Silva e Beto Albuquerque.

Aécio Neves(PSDB) recebe apoio dos dirigente do PSB, partido de Marina Silva
Divulgação/PSDB
Aécio Neves(PSDB) recebe apoio dos dirigente do PSB, partido de Marina Silva


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“Nós vamos buscar a convergência. Essa é a nova política que Eduardo e Marina pregaram por todo país e é essa política que vamos praticar”, disse o tucano. “A diminuição das diferenças vergonhosas que separam os brasileiros das diferentes regiões passa a ser o meu compromisso”, disse o tucano.

Além de Jereissati, o governador eleito do Mato Grosso também acompanhou Aécio na sede do PSB.

Dos 29 votantes, 21 integrantes da executiva do PSB votaram a favor do tucano. Sete integrantes do partido votaram pela neutralidade e uma apenas um defendeu o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Esse voto partiu do senador João Capiberibe cujo filho, Camilo, concorre ao governo do Amapá.

Enquanto aguardavam a chegada de Aécio, a deputada Luiza Erundina, que defendeu a neutralidade, deixou o encontro, contrariada. "Não conecto com essa farsa. Eu defendi a liberação da bancada. Isso [o apoio a Aécio] é contraditório com a nossa motivação de lançar um candidato como lançamos e depois foi substituído pela Marina. Me sinto desconfortável [com a decisão], mas me sinto confortável com a minha consciência. Não vou subir no palanque de candidatos que são contrários ao nosso projeto". Reclamou Erundina.

No mesmo encontro, a Executiva Nacional do PSB liberou os estados do Amapá e Paraíba a decidirem quem apoiar na eleição nacional. Nesses estados, PSB e PSDB são adversários no segundo turno.

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