Ex-senadora atacou a polarização entre PT e PSDB com o discurso da “nova política” e ensaia dar apoio ao tucano

Diante da possibilidade da candidata do PSB, Marina Silva, derrotada no primeiro turno, declarar apoio a Aécio Neves, o presidente do PT e coordenador-geral da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, Rui Falcão, disse que o posicionamento de Marina em favor de um ou outro candidato fará com que ela perca “substância política”.

"Na política, ninguém toma decisões por mágoa, ninguém. Ela tem bastante tempo na política e vai perceber o que é melhor para ela e para a Rede. Ela é uma liderança política nacional e aderir a um dos campos, seja Dilma ou Aécio, ela vai perder um pouco de substância política", disse Falcão, ao chegar ao encontro de Dilma com governadores, senadores e lideranças eleitas do PT, nesta terça-feira, em Brasília.

Leia também : Marina diz que decisão sobre 2º turno sai na quinta-feira

Dilma Rousseff (PT) em reunião de mobilização  para a campanha de segundo turno
Alan Sampaio / iG Brasília
Dilma Rousseff (PT) em reunião de mobilização para a campanha de segundo turno


Marina, durante a campanha criticou o que chamou de “velha polarização” entre PT e PSDB, e usou como mote de sua candidata da proposta da “nova política”. Derrotada, Marina tem sinalizado a possibilidade de apoiar Aécio caso ele incorpore exigências da ex-verde em seu programa de governo.

Na última segunda-feira (06), o candidato Aécio Neves sinalizou que não teria problema em atender as exigências de Marina, já que considera que seu programa de governo já possui “convergências” com as propostas da ex-senadora.

Veja mais:  Seguidores de Marina na Rede preferem a neutralidade no 2º turno

O PT já sabe que não terá o apoio da ex-senadora que conseguiu no primeiro turno 21,32% dos votos válidos e trabalha agora para tentar uma posição de neutralidade do PSB, legenda que se reunirá nesta quarta-feira para decidir como se comportará no segundo turno.

Ao chegar ao encontro, o ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, minimizou os efeitos deste apoio. “Não trabalhamos com a ideia de que o apoio seja o único fator para se vencer as eleições”, disse o ministro.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.