Segundo fonte, Marina ligou nesta segunda-feira para Dilma e para Aécio para parabenizá-los, mas não falou sobre alianças

Reuters

A candidata à Presidência Marina Silva (PSB), derrotada no primeiro turno, e os partidos de sua aliança devem tomar até quinta-feira (9) uma decisão sobre a posição que vão adotar na segunda rodada da eleição, em meio à pressão de alguns aliados para que ela apóie o candidato do PSDB, Aécio Neves .

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Nesta segunda-feira, Marina telefonou para Aécio e para a presidente Dilma Rousseff , que concorre à reeleição pelo PT, para cumprimentá-los pela vitória, mas não tratou de apoios no segundo turno, que será realizado dia 26, garantiu um estrategista da campanha do PSB à Reuters.

"Ela os saudou pela vitória e disse que espera que eles façam uma disputa que enobreça a democracia no Brasil", disse essa fonte da campanha.

Veja fotos de Marina Silva durante a corrida presidencial:


Marina deve ouvir seu grupo político até quarta-feira para tomar uma decisão sobre o apoio no segundo turno. O PPS também fará uma reunião para definir o caminho que o partido deve seguir na disputa, mas o presidente da legenda, deputado Roberto Freira (SP), já disse que a tendência é apoiar Aécio.

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O PSB fará uma reunião da comissão executiva do partido na quarta-feira e no mesmo dia ou na quinta-feira haverá um encontro com todos os partidos da coligação para tentar uma posição conjunta. Integram a coligação, além de PSB e PPS, PPL, PRP, PHS e PSL.

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O candidato a vice na chapa com Marina, deputado Beto Albuquerque (RS), disse que a aliança tem que tentar uma posição conjunta para levar adiante as proposta do programa de governo. "Nós temos que tentar ficar unidos", afirmou ele.

Não é uma tarefa fácil, principalmente para o PSB, que esteve aliado ao PT durante muito tempo e há dirigentes que preferem apoiar Dilma Rousseff.

Albuquerque, entretanto, já deixou claro que não pretende apoiar o PT devido à campanha de ataques lançada contra ele e Marina na disputa do primeiro turno.

"Eu tenho insistido com a Marina que precisamos ter uma posição. Não podemos ficar omissos, sendo apenas uma rejeição aos outros dois candidatos", disse Albuquerque à Reuters.

Segundo ele, Marina está sensível a essa argumento. Albuquerque, porém, não quis assegurar uma tendência de apoio ao PSDB no segundo turno. "Eu só acho que o meu partido não pode esquecer de olhar para aqueles que o representaram na campanha e aceitar os ataques", afirmou.

"A democracia pressupõe alternância de poder. Já temos um partido há 12 anos no comando do país", afirmou indicando que o PSB deveria apoiar os tucanos no segundo turno.

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